No Dia de São Jorge, 11 balões são apreendidos no Parque da Pedra Branca
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Secretaria de Estado de Polícia Militar, por meio do Comando de Polícia Ambiental (CPAm), apreenderam 11 balões durante uma operação de combate à prática ilegal de soltura de balões no feriado desta quinta-feira (23), Dia de São Jorge. Os balões chegavam a medir 16 metros. A ação ocorreu no Parque Estadual da Pedra Branca, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, uma das Unidades de Conservação administradas pelo Inea. A iniciativa buscou prevenir incêndios florestais e proteger o patrimônio ambiental, diante do aumento desse tipo de ocorrência nesta data.
— Essas operações são estratégicas no âmbito da conscientização, da prevenção e do combate à soltura de balões. Historicamente, há um aumento da prática neste feriado, que representa um grande perigo e destrói as matas, mata os animais, compromete a biodiversidade e coloca em risco a vida das pessoas. Celebrar tradições culturais é importante, mas é preciso fazer isso de forma segura e respeitando as legislações ambientais existentes — afirma o presidente do Inea, Renato Jordão.
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Alguns dos balões apreendidos pelo Inea no Parque da Pedra Branca tinham até 16 metros
Divulgação/Seas
Seis baloeiros que estavam no local fugiram com a chegada da equipe e abandonaram o material. Parte dos balões estava escondida em meio à vegetação. Estima-se que cada um deles custe, em média, R$ 500. No local, agentes apreenderam, além dos balões, mais de 400 morteiros, dez cangalhas de fogos e duas gaiolas com flexão, artefatos acoplados com fogos de artifício feitos para serem acionados no ar.
Os agentes contaram com o apoio de militares do 27º BPM (Santa Cruz), e o material foi levado para a 43ª DP (Guaratiba), onde a ocorrência foi registrada.
Crime ambiental
Provocar incêndios florestais, o que pode acontecer caso um balão caia na vegetação, é crime. De acordo com o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, mais de 95% dos incêndios florestais têm causa humana, seja acidental ou proposital, com grande parcela sendo provocada pela queda de balões. Denúncias podem ser feitas por meio dos telefones 0300-253-1177 (interior, custo de ligação) e 2253-1177 (capital) e no aplicativo Disque Denúncia Rio, onde usuários podem anexar fotos e vídeos ao registro, com garantia de anonimato.
A pena para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões é de um a três anos de reclusão, com base na Lei de Crimes Ambientais (lei nº 9.605/ 98). O infrator está sujeito a multa de R$ 500 por unidade de balão apreendido (lei estadual 3467/2000). Devido à estiagem, equipes de técnicos da Diretoria de Pós-licença e Fiscalização (Dirpos) e da Diretoria de Biodiversidade, Áreas Protegidas e Ecossistemas (Dirbape) do Inea, além da Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais (Supcca), da Seas, intensificam as fiscalizações nas unidades de conservação para prevenção a incêndios nesta época.
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