Um empurrão de Nahuel Molina ajudou Nico Williams a participar do lance que decidiu a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista à Futbol Emotion, o atacante espanhol revelou que o contato com o lateral argentino foi fundamental para alcançar o cruzamento de Pedro Porro e desviar a bola para Ferran Torres marcar o gol do título, na prorrogação da final entre as seleções.
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“Se ele não me empurra, não chego. Nem em um milhão de anos”, contou Nico, ao relembrar a jogada.
Segundo o atacante, Molina o atingiu com os dois braços quando a bola estava caindo. Sem acreditar que conseguiria alcançá-la, ele mudou de ideia após o contato e conseguiu desviá-la para a chegada de Ferran Torres.
O gol garantiu à Espanha a vitória por 1 a 0 sobre a Argentina e o segundo título mundial de sua história, 16 anos depois da conquista na África do Sul, em 2010. A decisão foi disputada no estádio de Nova York-Nova Jersey, nos Estados Unidos, e permaneceu empatada até a prorrogação.
Na mesma entrevista, Nico também relatou as dificuldades físicas que enfrentou antes do torneio. O atacante conviveu com problemas no púbis e sofreu uma lesão muscular na coxa quando tentava recuperar o ritmo de jogo.
A possibilidade de ficar fora da Copa chegou a preocupá-lo, mas o técnico Luis de la Fuente manteve contato frequente com o jogador e demonstrou confiança em sua recuperação. Galerias Relacionadas
O espanhol contou que voltou a jogar perto do prazo final para a convocação e precisou controlar a carga de treinamento. Durante a preparação, treinou com Lamine Yamal, que também se recuperava de uma lesão muscular.
Os dois chegaram a ser impedidos pelo preparador físico de treinar finalizações durante uma semana, enquanto retomavam a condição física. Nico também recordou uma pancada sofrida na partida contra o Uruguai, que o fez sentir dores e considerar deixar o campo.
Como a Espanha já havia esgotado as substituições, ele permaneceu em jogo. Apesar dos problemas físicos ao longo da competição, o atacante conseguiu participar do lance que definiu a final.
O Globo