Naufrágio de 4 mil anos encontrado na Turquia pode ser o mais antigo já descoberto

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Um naufrágio com cerca de 4.700 anos foi identificado na costa sul da Turquia e pode ser o mais antigo já descoberto no mundo. A embarcação, que afundou durante a Idade do Bronze, foi localizada perto da ilha de Kekova, na província de Antália, a aproximadamente 30 metros de profundidade no mar Mediterrâneo. A descoberta foi anunciada na quarta-feira (14) pelo ministro da Cultura e do Turismo turco, Mehmet Nuri Ersoy. Veja mais: Fila para 30 vagas de emprego chega a dez quarteirões em Buenos Aires e surpreende argentinos; vídeo Bali sem gasolina: atrasos em navios-tanque deixam postos sem combustível e motoristas enfrentam filas para abastecer; vídeo Embora a estrutura de madeira do navio não tenha resistido aos milênios submersa, os arqueólogos encontraram mais de 30 recipientes de cerâmica espalhados pelo fundo do mar, além de três âncoras de pedra. As peças, com idade estimada entre 4.400 e 4.700 anos, ajudaram os pesquisadores a determinar a época em que a embarcação afundou. Veja vídeo:

Os recipientes eram utilizados para armazenar e transportar mercadorias. Segundo as análises divulgadas pelas autoridades turcas, eles podem ter sido usados para levar azeite ou vinho. O material encontrado também oferece pistas sobre as rotas comerciais e os contatos entre as civilizações do Mediterrâneo oriental durante a Idade do Bronze. Naufrágio foi localizado há quatro anos Apesar de ter sido anunciado apenas agora, o naufrágio já havia sido identificado cerca de quatro anos antes, durante levantamentos submarinos conduzidos por pesquisadores da Universidade Akdeniz. Na época, a aparência dos recipientes levou a equipe a acreditar que os objetos eram muito mais recentes. A estimativa de idade mudou depois que os arqueólogos identificaram semelhanças entre as peças e recipientes encontrados em sítios arqueológicos do Egito. A comparação com exemplares associados às pirâmides de Gizé levou os pesquisadores a retornar ao local e aprofundar as investigações. As escavações arqueológicas começaram este ano, sob a direção do Museu de Antália e com autorização do Ministério da Cultur e do Turismo da Turquia. O trabalho é liderado pelo arqueólogo subaquático Hakan Öniz, professor associado da Universidade Akdeniz. Vestígios revelam antigas rotas comerciais As análises da cerâmica indicam que os recipientes podem ter sido produzidos em oficinas do vale do Jordão, no Oriente Médio. A presença de peças semelhantes em sítios arqueológicos do Egito, de Troia e de Creta sugere que a carga estava ligada a uma rede de comércio marítimo que conectava diferentes regiões do Mediterrâneo oriental. Os pesquisadores acreditam que o navio tenha partido de um porto na costa do Levante, região que abrange áreas do atual Oriente Médio, com destino a Troia, na atual Turquia, ou à ilha de Creta, na Grécia. Essa hipótese ainda depende da interpretação dos vestígios encontrados no local. Uma das peças chamou a atenção dos arqueólogos por apresentar nove marcas e dois orifícios em sua superfície. A hipótese inicial é que o recipiente tenha sido utilizado para bater leite e produzir manteiga ou queijo. Caso a interpretação seja confirmada, o objeto poderá ajudar a esclarecer como os marinheiros armazenavam e preparavam alimentos durante viagens longas. A descoberta também pode contribuir para estudos sobre o cotidiano das tripulações e as técnicas de transporte de mercadorias na Antiguidade. Os vestígios ajudam a ampliar o conhecimento sobre a história da navegação na região da Anatólia, território que corresponde à maior parte da atual Turquia.

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