Após o “sell-off” no setor de tecnologia ontem ter jogado o Nasdaq Composto em território de correção, o índice tenta recuperar parte das perdas que o levaram a registrar a pior sessão desde março de 2020, com uma recuperação em ações de chips e semicondutores. O Dow Jones, por outro lado, continua a tendência negativa da véspera, com segmentos ligados à economia real sob pressão.
A leitura mais forte do que o esperado do “payroll” ampliou a divergência no desempenho das bolsas, que operam em direções opostas. O índice Dow Jones caía 0,92%, aos 51.051,37 pontos; o S&P 500 ganhava 0,39%, aos 7.382,40 pontos; e o Nasdaq avançava 1,36%, aos 24.645,91 pontos.
Os setores ligados à economia real, como o financeiro, de saúde e de bens de consumo básicos, recuavam 1,03%, 0,89% e 2,34%, respectivamente. O setor de tecnologia subia 1,85% e o ETF da BlackRock para o segmento de chips e semicondutores tinha alta de 3,30%.
A recuperação reflete a demanda dos investidores por ativos descontados, após o Nasdaq Composto ter apagado US$ 2,3 trilhões em valor de mercado ontem, segundo dados da Bloomberg. O “payroll” mostrou a criação de 165 mil vagas em outubro, frente ao consenso de 59 mil, e revisou para cima o número de setembro, de 29 mil para 60 mil.
A taxa de desemprego, o indicador observado mais de perto pelo Federal Reserve (Fed), recuou de 4,2% para 4,1%, reforçando a tese do banco central americano de que o mercado de trabalho está estável e se fortalecendo. Após os dados, o rendimento do Treasury de dois anos acelerou o movimento de alta e o dólar ganhou tração frente aos principais pares desenvolvidos.
O mercado também ampliou ligeiramente as apostas em uma alta nos juros em dezembro, de 66,9% para 76,8%, segundo dados do CME Group. “Os dados vieram fortes, o que mantém uma alta pelo Fed em dezembro como cenário-base, a menos que ocorra uma deterioração significativa nos ativos de risco entre as reuniões”, disse a BMO Capital.
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