'Não quero ser comparado com o Flávio porque ele não é ninguém, quero ser comparado ao pai dele', diz Lula

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Fonte da notícia: Valor Valor

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou o concorrente Flávio Bolsonaro (PL), buscou aproximação com o público feminino e disse que não aceitará interferência externa nas eleições do país, durante comício realizado na noite desta quinta-feira (17) em Montes Claros, no norte de Minas Gerais.

"Não quero ser comparado com o Flávio porque ele não é ninguém. Eu quero ser comparado com o pai dele [Jair Bolsonaro], que foi presidente da República. (...) Eu quero me comparar com o pai dele, que tentou dar o golpe no 8 de janeiro, que tramou a minha morte e do [vice-presidente Geraldo] Alckmin", afirmou Lula.

O petista perguntou aos eleitores, que assistiram ao comício quem criou o Samu, o Programa Farmácia Popular, os programas Prouni e Fies, Minha Casa, Minha Vida entre outras iniciativas criadas durante seus 3 mandatos. "O que eles fizeram? A quadrilha do INSS que roubou os aposentados e nós descobrimos e prendemos. Roubaram nosso país, foi isso que fizeram", disparou.

Lula também disse que a inflação de alimentos foi de 56% nos quatro anos de governo de Jair Bolsonaro e de 13,6% na sua gestão. "Ainda está muito caro, eu quero baixar o preço do feijão, da carne, do arroz. Par isso nós temos que aumentar a produção e temos que aumentar o salário do povo brasileiro", afirmou.

Lulinha, INSS e Banco Master O candidato afirmou ainda que o seu filho Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, foi acusado de ter relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", mas é a empresa de capacetes de Flávio Bolsonaro que compartilha endereço com pelo menos 16 firmas ligadas ao Careca do INSS.

"Criaram o Banco Master [na gestão de Jair Bolsonaro], tornaram o [Daniel] Vorcaro banqueiro. O que eu fiz? Acabei com o Banco Master e transformei o banqueiro deles em prisioneiro. É isso que tem que ser comparado nesse país", declarou Lula.

O candidato também acenou ao público feminino, dizendo que a mulher tem que ser tratada com respeito. "Vamos fazer um pacto contra o feminicídio. (...) Vamos acabar com o feminicídio. Mulher precisa de respeito, precisa de carinho e nós dentro de casa temos que educar os nossos filhos. Com isso, vamos criar uma sociedade mais justa. Quem bater em mulher sabe que, agora, vai ser preso", afirmou Lula.

Lula afirmou ainda que esta eleição não é apenas de um candidato contra outro, mas é de definição do Brasil que se quer. "É uma definição de qual é o Brasil que a gente escolhe para os nossos filhos, se a gente quer um presidente que ama a bandeira nacional ou um presidente que, na calada da noite, beija a bandeira americana e fica aos pés do [presidente americano Donald] Trump", disparou.

Lula acusou a direita de pedir para que Trump interfira na eleição brasileira e que Trump sabe que não pode interferir. "No sábado à tarde vou arrumar a mala porque vou para os Estados Unidos encontrar com o presidente Trump e vou dizer pra ele: 'não se meta na eleição brasileira. Este país não vai voltar a ser colônia. Esse país aprendeu o gosto da independência'", afirmou.

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