Deputado mais votado da história, Nikolas Ferreira (PL-MG) explicou nesta segunda-feira o motivo de não ter apoiado Carlos Bolsonaro (PL-SC) na disputa por uma vaga ao Senado nessas eleições. Segundo o mineiro, o filho "nº 2" de Jair Bolsonaro, eleito em Santa Catarina, ultrapassou um limite ao acusá-lo de tentar "calar e assassinar" o ex-presidente.
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— Ah, por que o Nikolas não colocou fulano de tal na colinha em Santa Catarina. Não coloquei e não colocaria.
"Ah, porque você é vingativo". Não.
Porque eu tenho princípios — disse o parlamentar, sem mencionar o nome de Carlos, durante uma entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan. Segundo Nikolas, houve dois episódios que influenciaram sua decisão de não incluir Carlos nas sugestões de voto: o primeiro, de acordo com ele, foi a acusação de que teria tentado "calar e assassinar" Jair Bolsonaro (PL).
O segundo ocorreu após o vazamento de um áudio em que ele aparecia em um diálogo com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. — Você tem ideia do que foi num dos dias mais difíceis para mim e para a minha família um cara falando que eu estava do lado do sistema, tentando acabar com o pai dele? — disse.
— Uma pessoa que fala que tentei matar o pai dele não merece meu apoio. Na entrevista, Nikolas também negou ter se afastado do ex-presidente:
— Nunca dei as costas ao presidente Bolsonaro e continuo próximo dele. Quem afasta as pessoas do presidente são eles.
O Globo