Com frota de ônibus reduzida neste domingo de votação, que dificultou a locomoção dos eleitores, Salvador (BA) foi a capital do país em que, proporcionalmente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu mais votos no primeiro turno. O petista venceu Flávio Bolsonaro (PL) em todas as 19 zonas eleitorais.
Recebeu 65,25% dos votos, ante 27,03% do adversário. Pablo Souza, secretário de mobilidade da capital baiana, teve a prisão decretada no começo desta tarde pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Maurício Kertzman Szporer.
A decisão foi tomada após o magistrado considerar que partiu da pasta a orientação para reduzir a frota. Salvador tem como prefeito Bruno Reis (União Brasil), afilhado político de ACM Neto, que declarou apoio a Flávio Bolsonaro.
Neto é ex-prefeito da capital, disputou o governo do Estado neste ano, e perdeu para o atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT). O petista foi reeleito em primeiro turno com 52,79% dos votos.
Cerca de 75 ônibus do transporte público foram impedidos de sair de garagens nesta manhã e, segundo o TRE, provocou dificuldade de locomoção na capital. Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), os veículos impedidos tinham adesivos com o número de votação de Lula.
Na decisão em que determinou a prisão, o presidente do TRE-BA também ordenou o restabelecimento imediato do transporte coletivo municipal. A medida foi tomada após pedido apresentado pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV).
Szporer também determinou aplicação de multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento de sua decisão. O magistrado determinou ainda que a Polícia Civil da Bahia fiscalize o cumprimento da medida, inclusive com utilização de drones.
O magistrado também encaminhou a decisão à Polícia Federal na Bahia, para que a autoridade apure possíveis crimes eleitorais relacionadas ao transporte de eleitores. Em fiscalização realizada neste domingo, o Procon da Bahia identificou 55 veículos parados, mesmo estando aptos a funcionar.
O órgão afirma que a fiscalização continua na capital, incluindo no subúrbio.
Valor