Não fiquem surpresos se a eleição acabar dia 4 de outubro

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A minha avó, Dona Maria José, morava no interior de Minas Gerais e nunca teve pluviômetro. Tinha um banco de madeira no terreiro e o hábito de sentar nele, todo fim de setembro, com os olhos no chão. Via o joão-de-barro que virara a porta da casinha para o lado contrário do vento, as formigas carregando ovos em fila para o alto do barranco, a cigarra que se calara cedo demais. O céu, enquanto isso, era de um azul quase ofensivo, sem um fiapo de nuvem, e o rádio prometia sol até o fim da semana. “Vai chover feio”, dizia ela, sob o riso dos vizinhos, e ia avisar todo mundo para tirar a roupa do varal. Dois dias depois, a água descia da serra em cortinas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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