‘Não contrate petista’: empresa de móveis planejados é processada em R$ 50 mil após frase em vídeo nas redes sociais

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Declaração feita durante as eleições presidenciais de 2026 levou o Ministério Público do Trabalho a investigar possível discriminação política no Mato Grosso Uma empresa de móveis planejados de Tangará da Serra, em Mato Grosso, virou alvo de uma ação judicial após a divulgação de um vídeo nas redes sociais com a frase “Não ande com petista, não contrate petista”.

O MPT-MT (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso) pede uma indenização de R$ 50 mil por dano moral coletivo. A declaração foi feita em meio às eleições presidenciais de 2026, vencidas por Lula, e aparece em um vídeo intitulado “Código de Cultura da Empresa”.

A fala é atribuída a uma pessoa que, segundo o MPT, teria participação na gestão e na contratação de funcionários do estabelecimento. O caso chegou ao MPT após uma denúncia de possível discriminação política na contratação de funcionários.

Para o órgão, a orientação poderia excluir candidatos a emprego por suas preferências partidárias. Na quinta-feira (29), a Justiça do Trabalho concedeu uma liminar contra a empresa e a pessoa envolvida, determinando medidas para impedir práticas discriminatórias.

Segundo A Gazeta Digital, a empresa de móveis planejados é a J. Slompo Ltda.

– ME. O ND Mais busca contato.

A decisão obriga os envolvidos a retirar as publicações das redes sociais e divulgar uma retratação. Também proíbe qualquer discriminação baseada em convicções políticas durante a seleção, contratação ou demissão de trabalhadores.

O descumprimento das determinações pode resultar em multa. Após a liminar, os envolvidos informaram que haviam cumprido as exigências.

No entanto, o caso teve um novo desdobramento: o MPT contestou o vídeo de retratação publicado nas redes sociais. Segundo o órgão, o conteúdo não atendeu à determinação judicial.

Por isso, solicitou a remoção da gravação e a publicação de uma nova versão. Até a divulgação do comunicado oficial, na terça-feira (3), o pedido ainda aguardava análise da Justiça.

A legislação brasileira protege a liberdade de opinião e de convicção política dos trabalhadores. Empresas não podem utilizar preferências partidárias como critério discriminatório para contratar, promover ou demitir funcionários.

Quem sofrer ou presenciar situações de assédio eleitoral pode registrar uma denúncia diretamente no Ministério Público do Trabalho. Em Mato Grosso, as denúncias também podem ser encaminhadas pelo site do MPT-MT ou pelo e-mail prt23.atendimento@mpt.mp.br.

A identidade do denunciante é preservada. Para questões individuais, o trabalhador também pode procurar o sindicato da categoria, um advogado ou o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), pelo telefone 158.

Carolina Sott é repórter e editora no ND Mais, onde acompanha de perto os movimentos da política, segurança pública e economia no Brasil. Atuante na área desde 2020, é formada em Jornalismo pela Uniplac (Universidade do Planalto Catarinense) e tem MBA em Jornalismo Digital.

Escreve matérias que revelam bastidores, contextualizam disputas de poder e mostram, de forma clara, como decisões feitas no alto escalão impactam o cotidiano dos brasileiros. Interessada pelo que move Brasília, São Paulo e outras capitais, costuma ler sobre política e assuntos relevantes para o cenário político e social.

Indicada ao prêmio Microfone de Ouro da Acaert, já passou por portal de notícias e rádio, onde produziu e apresentou conteúdos que traduzem escolhas complexas para a vida das pessoas. Cobriu as Eleições Municipais em Lages (2020) e Florianópolis (2024), além de trabalhar na cobertura das Eleições Gerais de 2022 em um portal de notícias.

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