Catherine Breed levou 111 dias para completar o percurso inédito pela costa da Califórnia, enfrentando tempestades, correntes contrárias e oito encontros com tubarões Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Uma nadadora entrou para a história ao realizar uma travessia inédita de 1.450 quilômetros pela costa da Califórnia, nos Estados Unidos. Catherine Breed levou 111 dias para completar o percurso a nado, enfrentando tempestades, correntes marítimas contrárias e oito encontros com tubarões durante a jornada.
A travessia começou em 1º de julho, na fronteira entre os estados de Oregon e Califórnia, e terminou em 19 de outubro. Segundo Breed, ela foi a primeira pessoa a completar o percurso e também a primeira nadadora a tentar o desafio.
Com informações do Good News Network. A jornada exigiu três anos de preparação e planejamento.
A ideia inicial era nadar cerca de 16 quilômetros por dia e concluir o trajeto em 90 dias. No entanto, as condições do oceano e os fenômenos climáticos encontrados ao longo do caminho prolongaram o desafio.
A nadadora Catherine Breed iniciou o percurso em águas próximas à divisa entre Oregon e Califórnia, com o objetivo de acompanhar toda a extensão do litoral californiano até a fronteira com o México. O planejamento previa uma rotina de aproximadamente 16 quilômetros de natação por dia.
Mas as condições do mar nem sempre permitiram manter o ritmo esperado. Durante os 111 dias, Breed enfrentou tempestades, ondas de até dois metros e correntes marítimas que dificultavam seu avanço.
Em alguns momentos, mesmo depois de horas nadando, ela conseguia percorrer distâncias muito pequenas. Um dos fatores que complicaram a travessia foi uma grande massa de água costeira quente que se deslocava para o norte, enquanto a nadadora seguia em direção ao sul.
As condições climáticas foram um dos principais obstáculos enfrentados por Breed. O planejamento de três anos não conseguiu antecipar todos os fenômenos que encontraria durante a travessia.
Segundo o relato publicado pelo site Good News Network, a Califórnia enfrentava um período de condições climáticas extremas, associado ao fenômeno Super El Niño. As ondas, que chegaram a aproximadamente dois metros de altura, tornaram a natação especialmente difícil.
Breed descreveu a sensação de atravessar o mar agitado como estar dentro de uma máquina de lavar. Em entrevista à rádio KQED, ela explicou que precisou aceitar as condições impostas pelo oceano, sem tentar controlar o que aconteceria durante cada etapa. “Você não pode levar arrogância ou expectativas para o oceano, seja surfando, pescando com arpão, velejando ou nadando.
Não pode”, afirmou. A nadadora também destacou que, ao entrar na água, precisava manter a concentração no movimento e aceitar o que o mar oferecesse naquele dia.
Ao longo dos 111 dias, Breed teve oito encontros distintos com tubarões. Apesar dos riscos, os animais não foram os únicos representantes da vida marinha que acompanharam parte de sua jornada.
Durante o percurso, ela também nadou perto de leões-marinhos, golfinhos e baleias. A travessia incluiu momentos de contato com a natureza que contrastaram com os desafios enfrentados em alto-mar.
Em algumas paradas, Breed chegou a pisar em terra firme para participar de breves conversas sobre a importância da conservação marinha. Catherine Breed concluiu o percurso em 19 de outubro, depois de 111 dias de natação.
Para evitar a poluição do rio Tijuana, ela cruzou a fronteira entre a Califórnia e o México a mais de três milhas da costa, o equivalente a cerca de 4,8 quilômetros mar adentro. A chegada aconteceu em um píer, acompanhada pela embarcação de apoio que esteve com ela durante o desafio.
Em entrevista ao jornal The Guardian após completar a travessia, Breed descreveu a sensação de ter realizado algo que ainda tentava compreender. “É uma experiência um pouco extracorpórea”, contou.
Ela explicou que, embora soubesse que havia realizado o percurso, parte de sua percepção era como se estivesse observando a conquista de fora. Catherine Breed já tinha experiência em desafios de natação de longa distância antes de percorrer a costa da Califórnia.
Seu currículo inclui travessias de canais conhecidos internacionalmente, como o Canal da Mancha e o Canal do Norte. Em 2022, aos 29 anos, ela se tornou a primeira pessoa a nadar da Ponte Golden Gate, em São Francisco, até Half Moon Bay, em um percurso de aproximadamente 40 quilômetros.
No ano seguinte, completou uma travessia entre a Ponte Golden Gate e as Ilhas Farallon, uma região conhecida pela presença de tubarões e por ser importante para a reprodução e a alimentação desses animais. A nadadora afirma que a motivação para realizar a travessia inédita pela costa californiana também estava ligada ao desejo de inspirar outras pessoas.
Ela espera que principalmente mulheres e meninas se sintam encorajadas a buscar desafios considerados improváveis ou até impossíveis. Lidia Gabriella é repórter do ND Mais, no Núcleo Nacional, e acompanha de perto as tendências digitais e os assuntos que mais repercutem no noticiário brasileiro e mundial.
Curiosa e atenta aos temas que movimentam o país, escreve sobre comportamento, entretenimento, ciência, astrologia e assuntos que repercutem nas redes e no cotidiano dos leitores. É jornalista em formação pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e atua na área esde 2022.
Tem experiência em portal de notícias e assessoria de comunicação no Ceart-Udesc. Participou de coberturas de Carnaval, Olimpíadas e das enchentes no Rio Grande do Sul.
Também cobriu as Eleições 2024 pelo ND Mais, focada na produção de matérias factuais sobre o andamento do pleito em diversas cidades do Brasil. Leia mais ▾
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