Na Paulista, Romeu Zema critica ministros do STF e volta a defender indicações ao órgão por lista tríplice

Na Paulista, Romeu Zema critica ministros do STF e volta a defender indicações ao órgão por lista tríplice - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

O candidato do Novo à presidência, ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fez um ato de campanha na manhã desta segunda-feira, feriado de 7 de Setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo, e defendeu mudanças para a escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fachin aguarda explicações: Moraes e Mendonça traçam estratégias para batalha pública no STF Quaest: Corrupção e defesa da democracia são temas que pesam mais na decisão do voto O candidato do Novo defendeu que a indicação dos magistrados ao órgão seja feita através de uma lista tríplice, que seria entregue ao presidente da República por órgãos como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pelo Ministério Público ou até mesmo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“Eu, como presidente, não tenho nenhum receio de receber uma lista tríplice preparada pela OAB, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Ministério Público Federal”, declarou Zema, segundo o site G1. Zema estava acompanhado de integrantes de sua equipe, que estenderam em um prédio um cartaz com a foto publicada pelo jornal O GLOBO, de autoria do fotógrafo Brenno Carvalho, em que ministros do STF aparecem rindo um dia depois de André Mendonça ter rompido o sigilo de uma investigação da Polícia Federal, que aponta ligações entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Além da foto, o cartaz traz a imagem de um boneco atrás das grades e a frase "Chega de Intocáveis". Os ministros do Supremo, pela regra atual, são escolhidos pelo presidente e precisam ter os nomes aprovados pela maioria absoluta do Senado. A Constituição determina que os indicados tenham entre 35 e 70 anos, notável saber jurídico e reputação considerada ilibada. Zema disse que, se for eleito presidente, quer escolher ministros com mais de 60 anos e com trajetória no meio acadêmico. “Quero alguém acima de 60 anos, de preferência que venha do mundo acadêmico. Nós precisamos de pessoas que estudaram a vida toda na área jurídica para somar no Supremo”, disse. Ele disse que o fato que acorreu na última semana demonstra claramente que os brasileiros que trabalham e pagam impstos continuam reféns e submissos dos poderosos que privatizaram o estado brasileiro, que se consideram donos e fazem chacota com a nossa vida.

"É um escárnio contra o brasileiro de bem, que está cansado e indignado com essa situação. Não dá mais para tolerarmos. Em qualquer paíse civilizado, um ministro como esse prestando serviços a um bandido teri sido expulso e muito provavelmente encarcerado", declarou.

Fim das decisões monocráticas Outra proposta defendida por Zema foi acabar com as decisões monocráticas, que são tomadas individualmente por um ministro, sem análise do plenário ou de uma das turmas do Supremo. “Quero também acabar com as decisões monocráticas. Vamos ter que debater: a assinatura de um ministro do Supremo valer mais do que a de 50 senadores ou de 400 deputados? Será que isso é democracia ou é outra coisa?”, disse o presidenciável, garantindo que se for eleito promete divulgar piblicamente todos os compromisso como presidente, bem como suas ligações telefônicas. “Tudo o que o presidente tiver de agenda na casa dele ou no Palácio do Planalto tem de ser público, até ligações telefônicas”, disse. Zema voltou a criticar autoridades que se envolveram e aceitaram presentes do banqueiro Daniel Vorcaro. “As pessoas com quem esse banqueiro, o senhor Vorcaro, encontrou são as mais altas figuras da República, com quem ele tomou uísque, com quem viajou no jatinho, deu carona, deu festas, convidou, conviveu e comprou”, afirmou, dizendo que não tinha “medo de prisão” por estender a faixa com a fotos dos ministros do STF rindo e fazer esse tipo de crítica.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site O Globo