No mercado financeiro, a extensão do horário votação pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi recebida com apreensão e houve apontamentos diversos sobre insegurança quanto ao resultado da eleição. “A maneira como a decisão do Zanin foi tomada abre muitas brechas”, enfatiza um estrategista.
“Se existe um consenso nessa história é a de que os ministros do STF são totalmente irresponsáveis.” Um gestor na Faria Lima vai na mesma linha.
“Uma decisão às 17h01 pode sugerir que o maior interesse é na contestação póstuma”, afirma. “O Brasil não tem precedente como esse.”
Desde o anúncio de que o horário de votação seria estendido pelo país, os mercados preditivos passaram a indicar uma maior probabilidade de vitória do governo no pleito. Esses mercados são proibidos no Brasil.
“Deve estar com muito pouca liquidez e isso acaba fazendo que os preços mexam muito com pouco volume. Provavelmente alguém resolveu apostar em uma eleição ‘melada’ ou algo do tipo”, aponta um economista.
O sócio de um family office, há alguns meses, já vinha afirmando ao Intraday que o maior risco do Brasil, neste momento, é institucional. Para esse interlocutor, as decisões proferidas neste domingo corroboram o cenário de insegurança jurídica.
“Tenho aproveitado esses momentos de queda no dólar e recomendado que meus clientes ampliem a exposição no exterior”, afirma.
Valor