Se especialistas em mitologia grega torceram o nariz para mudanças na história original da "Odisseia" na adaptação pelo diretor Christopher Nolan para o cinema, o que diriam da aula magna do presidente da Argentina, Javier Milei, na sexta-feira (30), na Universidade Torcuato Di Tella? Por mais de quinze minutos, dentro de uma palestra de duas horas, Milei referiu-se a Odisseu, o herói do poema épico de Homero e personagem da tragédia "Filoctetes", de Sófocles, como Eliseo — o mesmo nome do protagonista da série "Meu querido zelador", da Disney+, interpretado por Guillermo Francella.
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'Quem ama cuida': O trabalho de fazer cenas de até cinco minutos em plano-sequência Eliseo ressurgiu como Odisseu durante a palestra intitulada “A moral como política de Estado”, em que o presidente argentino relatou como fundamenta seu processo de decisão.
Milei citou a peça de Sófocles para dizer que nela, Eliseo — ou melhor, Odisseu — se comporta como seus adversários. No texto, o personagem se recusa a reconhecer um erro e pedir perdão a Filoctetes, abandonado pelos companheiros que iam a Troia por causa de uma ferida causada por uma serpente que exalava um cheiro insuportável.
— Isso acontecia muito no kirchnerismo — afirmou Milei. — Cometiam um erro e tentavam corrigi-lo com outro erro, apenas para manter o poder.
O tropeço seguinte do presidente nos nomes da mitologia grega foi com o personagem que tenta convencer Filoctetes a seguir para Troia para garantir a vitória dos gregos: Neoptólemo, filho de Aquiles. — Ele envia Pátroclo, o sobrinho de Aquiles, e ele o traz de volta — recontou Milei.
(com informações do La Nacion)
O Globo