A cantora Julyana de Souza Pontes, conhecida pelos nomes artísticos Mulher Banana e Garota X, faleceu aos 49 anos na cidade de Nova Iguaçu, no Estado do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (30). O cerimonial de despedida e o sepultamento ocorreu neste domingo, (1º), a partir das 14 horas, no Cemitério Vale da Saudade, situado no município de Queimados, no Rio de Janeiro.
A artista foi encontrada sem vida em sua residência, localizada no bairro Engenho Pequeno. A informação sobre o óbito foi confirmada por familiares.
Segundo declaração prestada pela sobrinha da artista, a causa registrada no atestado de óbito foi morte súbita. VEJA MAIS
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A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que a 52ª Delegacia Policial de Nova Iguaçu "foi acionada e investiga a morte de Julyana de Souza Pontes". O órgão declarou em nota que "o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para perícia.
Diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do fato". A família da cantora emitiu um comunicado negando relatos que circulavam sobre a descoberta do corpo em estado de decomposição após três dias.
Em trecho divulgado, os parentes afirmaram: "É com profunda indignação que recebemos a lamentável notícia que está circulando na internet e que alguns meios de comunicação estão reproduzindo como verdade o depoimento da Mulher Abacaxi, dizendo que 'encontramos o corpo da Julyana após três dias em estado de decomposição após ter sido vítima de violência'.
Pedimos que, por respeito à nossa amada e já saudosa Mulher Banana, essa informação seja retirada de circulação e que, para qualquer informação sobre a vida e história dela, a família seja procurada". [instagram=DfKD2z8oPSY]
Nas redes sociais, integrantes do segmento do funk manifestaram mensagens de condolências. Tati Quebra Barraco declarou: "Uma grande perda para o mundo do funk! Nossa querida Mulher Banana nos deixou.
Descanse em paz! Meus sentimentos à família, aos amigos e a todos os fãs. Que Deus conforte o coração de todos neste momento difícil".
MC Xuxú, que realizou gravações em parceria com Julyana, escreveu: "[Julyana] abriu caminhos e ocupou espaços, mesmo em uma sociedade que ainda insiste em nos marginalizar. Sua irreverência, sua ousadia e sua existência fazem parte da história do funk e da resistência travesti brasileira.
Que seu nome seja lembrado, respeitado e celebrado". Julyana Barbosa obteve projeção no mercado musical nos anos 2000 por meio da atuação com a equipe Furacão 2000, empresa responsável pelo lançamento de faixas de funk carioca.
O nome artístico da cantora derivou do título da faixa "Mulher Banana". A trajetória da artista registrou uma das primeiras participações de mulheres trans no funk do Rio de Janeiro.
Além da atuação artística, Julyana realizava o acolhimento de gatos em sua propriedade.
O Liberal