Musk vai trocar o nome da SpaceXAI a pedido de Trump. Entenda o caso

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O CEO da SpaceX, Elon Musk, publicou no domingo que vai mudar o nome da unidade de inteligência artificial da empresa para SpaceXSI, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu o uso do termo “superinteligência” em vez de “inteligência artificial”. R$ 44 tri a mais no bolso: Boom de IA leva bilionários da tecnologia ao melhor ano de suas vidas Constantino Tsallis: ‘A IA não é como um aparelho que pode ser desligado', diz um dos físicos mais influentes do mundo “Sim, faremos essa mudança”, respondeu Musk a um usuário no X que perguntou sobre a possibilidade de mudar o nome de SpaceXAI para SpaceXSI. No momento da publicação, a conta da SpaceXAI no X ainda não havia sido alterada. Musk também não forneceu informações adicionais sobre a mudança de nome nem indicou um possível prazo para concretizá-la. Em um discurso proferido no mês passado perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, Trump disse: Entenda: CEOs de Anthropic, OpenAI, Google e xAI querem mesmo desacelerar o ritmo da inteligência artificial? — A partir de agora, todos os documentos dos Estados Unidos, e espero que também os do mundo, mudarão para usar o termo muito mais preciso ‘super’ em vez de ‘artificial’. Portanto, será superinteligência. Reunião na Casa Branca Na semana passada, o presidente republicano protagonizou em Washington uma jornada marcada pela IA — redefinida como “Superinteligência” —, com grandiosas previsões sobre o início de uma “era de ouro” para os Estados Unidos impulsionada por essa tecnologia, em meio aos temores provocados pelos rápidos avanços do setor e aos crescentes apelos do Congresso por uma fiscalização mais rigorosa.

Nesse contexto, o presidente reuniu em um almoço de alto nível na Casa Branca os principais líderes da indústria, como Dario Amodei (Anthropic), Elon Musk (xAI), Jensen Huang (Nvidia), Jeff Bezos (Amazon), Mark Zuckerberg (Meta), Sundar Pichai (Google), Satya Nadella (Microsoft), Alex Karp (Palantir) e Jeff Bezos (Amazon), depois de alguns deles fazerem apelos contundentes por uma desaceleração no desenvolvimento da IA para garantir sua segurança. Trump e os líderes empresariais assinaram à tarde um documento que estabelecia o que o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, descreveu como um conjunto “voluntário” de “compromissos” por parte da indústria para implementar “controles internos robustos e níveis de revisão interna e externa”. O que é preciso para trabalhar na SpaceX? Cidadania americana, aval de Musk; confira lista — É quase como uma Constituição, de certa forma— declarou Trump. O documento estabelece que cada empresa deverá implementar quatro níveis de controles e auditorias. O primeiro consiste na “implementação de controles internos robustos para monitorar as capacidades e o alinhamento de seus modelos durante o treinamento e a implantação em áreas como cibersegurança, biossegurança e ameaças químicas, e para garantir que seus modelos não invadam nem acessem sistemas técnicos de maneiras não previstas”. O segundo ponto determina que as empresas deverão “dar autonomia a uma equipe interna para garantir que todos os controles, a supervisão e os sistemas de detecção funcionem conforme previsto e que qualquer problema seja corrigido”. O terceiro estabelece a “colaboração com um auditor ou avaliador externo independente para realizar avaliações imparciais sobre o funcionamento dos controles, da supervisão e dos sistemas de detecção”. E o quarto consiste em “designar um comitê independente do conselho de administração para supervisionar e receber relatórios das equipes responsáveis pelos controles e dos auditores e avaliadores internos e externos, além de garantir que os problemas identificados sejam corrigidos”. Questionado sobre se não considerava necessária uma regulamentação da IA, o presidente americano respondeu que “existe a convicção de que deveria haver uma grande autorregulação”, e ressaltou que os Estados Unidos já contam com mecanismos de controle do Departamento de Justiça e do FBI. — Mas a autorregulação é muito importante— repetiu. Antes do encontro, Trump havia divulgado em sua rede Truth Social um “mapa” mostrando os lugares à mesa ocupados por cada um dos executivos e autoridades no chamado “Super Intelligence Luncheon”, revelando a dinâmica de poder entre a indústria e o governo americano. Huang ficou sentado ao lado de Trump, que estava no centro da mesa, com Musk do outro lado. Zuckerberg ocupou um assento mais à frente, enquanto Vance ficou diretamente em frente ao presidente. — São as pessoas mais brilhantes do mundo [...] Houve muitos pontos em comum nesta sala, uma sensação incrível. Uma espécie de sentimento de amor pelo nosso país— disse Trump ao fim do almoço, cercado pelos executivos. — Temos uma vantagem enorme (no desenvolvimento da IA) e vamos manter essa vantagem— acrescentou o presidente, que também assinou um documento para rebatizar oficialmente a IA como Superinteligência. — Todos concordamos com isso— afirmou Trump.

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