Muse Spark: Meta apresenta nova IA que vai alimentar Instagram, WhatsApp e Facebook

 

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A Meta anunciou nesta quarta (8) o novo modelo de inteligência artificial (IA) que vai alimentar a plataforma Meta AI. Chamado de Muse Spark, o modelo é o primeiro lançamento da nova equipe de IA da empresa de Mark Zuckerberg, que passou por uma grava crise no ano passado e passou por uma profunda reorganização.

Criada em nove meses pelo o Meta Superintelligence Labs, o Muse Spark vai alimentar inicialmente o site e o aplicativo da Meta AI, substituindo os modelos Llama, que eram padrão da companhia. Nas próximas semanas, o modelo deve chegar aos outros serviços da companhia, como Instagram, WhatsApp, Facebook, Messenger e os óculos Meta Ray-Ban.

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Segundo a Meta, o novo modelo vai viabilizar sistemas de recomendação de conteúdo no Instagram, no Facebook e no Threads. A companhia afirma que o modelo será capaz de lidar com consultas e pedidos de forma mais eficaz e rápida, além de ter suporte multimodal, ou seja, vai compreender texto, imagens e vídeos.

Essa capacidade é fundamental não apenas para otimizar buscas nos apps, como também para aumentar a precisão dos recursos dos óculos com IA da companhia, que operam "enxergando" o ambiente e entregando as imagens para análise dos modelos de IA. O modelo, por exemplo consegue analisar imagens sem que elas sejam descritas por usuários.

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A companhia promete que o Muse Spark terá capacidade de raciocínio, tendência atual no mundo dos chatbots no qual o modelo dedica mais poder computacional e tempo para avaliar as respostas. Segundo a Meta, o modelo também terá subagentes, que destricham tarefas em etapas antes de realizá-las.

Muse Spark vai oferecer compras no Meta AI

Meta/Divulgação

A IA também traz um modo de compras, tendência que começa a ganhar força na indústria, e promete integrar posts de redes sociais nas respostas apresentadas aos usuários. Ao contrário do Llama, o Muse Spark não tem código aberto, como tradicionalmente tinham os modelos da companhia, em uma guinada de Zuckerberg no setor

Renovação

A Meta tenta reencontrar novo fôlego na IA após derrapar em 2025. O seu principal grande modelo de linguagem (LLM) lançado no ano passado, o Llama 4, não conseguiu acompanhar os avanços e a popularidade do GPT-5, da OpenAI, e do Gemini 3, do Google.

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Os resultados forçaram a companhia a reestruturar sua divisão de IA, trocando a liderança do pesquisador Yann LeCun, um dos nomes mais importantes da história do setor, pelo jovem Alexandr Wang, fundador da startup Scale AI, comprada pela Meta em outubro de 2025 por US$ 14,3 bilhões.

Ainda assim, a companhia admite que o Muse Spark não é o projeto que vai colocar a Meta no mesmo patamar dos rivais — é apenas o primeiro passo para tirar o atraso. "Este modelo inicial é compacto e rápido por design, mas capaz o suficiente para raciocinar sobre questões complexas de ciência, matemática e saúde. É uma base poderosa, e a próxima geração já está em desenvolvimento", disse a Meta em comunicado.