Mundial Júnior de surfe começa neste sábado nas Filipinas com seis brasileiros na disputa
Principal competição do surfe mundial para atletas de até 20 anos, o World Junior Championship tem início neste sábado (11), nas Filipinas. Em sua 25ª edição, o torneio abre oficialmente o calendário esportivo da World Surf League em 2026 e reunirá 48 atletas — 24 mulheres e 24 homens, classificados pelos rankings regionais.
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Pelo segundo ano consecutivo, a competição será disputada na Urbiztondo Beach, em San Juan, na província de La Union, um dos principais picos do país asiático.
O Brasil chega forte, especialmente no masculino, onde é recordista histórico, com nove títulos mundiais em 24 edições realizadas até aqui. Entre os homens, vestem a lycra verde-amarela Rickson Falcão, campeão sul-americano e local de Saquarema; Gabriel Klaussner, de Ubatuba; e Ryan Kainalo, nome frequente em finais de mundiais juniores.
Na categoria feminina, o país será representado por Luara Mandelli, atleta do Paraná e atual campeã do WSL Pro Junior Saquarema, e por Laura Raupp, que vem de título recente no QS de Guarapari, etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe.
Além dos brasileiros, o torneio contará com destaques da América do Sul, como as peruanas Arena Rodriguez, uma das principais promessas do país, e Catalina Zariquiey, atual campeã sul-americana, que em 2025 bateu recordes da categoria Pro Junior em Saquarema.
Para Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina, o Mundial Júnior é uma das principais vitrines do esporte.
— Esta é uma competição fundamental, que deu as primeiras oportunidades a atletas que depois se tornaram campeões mundiais. O Brasil virou referência nos juniores, com uma história vencedora que começou lá atrás, com Pedro Henrique e Mineirinho. Em 2025, tivemos o privilégio de ver Luana Silva conquistar o título, sendo a primeira mulher brasileira a erguer esse troféu — afirmou.
Na última edição, o título masculino ficou com o indonésio Bronson Meydi, enquanto Luana Silva fez história no feminino. Destaque nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e integrante do time de atletas patrocinados pelo Banco do Brasil, ela relembra a importância da conquista.
— O Mundial Júnior é um degrau importante no caminho para o tour. Dá bagagem, experiência e mostra que é possível sonhar grande. Para o Brasil, esses resultados puxam ainda mais a base a acreditar — disse a surfista.
Além do prestígio, o World Junior Championship garante vaga direta no WSL Challenger Series, circuito que funciona como porta de entrada para a elite do surfe mundial, o Championship Tour (CT).
