ATP reduz o número de torneios obrigatórios para os melhores tenistas
A ATP, organizadora do circuito masculino de tênis, anunciou nesta quinta-feira uma redução no número de torneios obrigatórios dos quais os principais tenistas devem participar, após as frequentes queixas dos jogadores sobre o calendário, que consideram excessivamente carregado.
A partir de 2026, os 30 primeiros colocados do ranking da ATP ao final da temporada anterior terão de disputar no mínimo quatro torneios da categoria ATP 500, um a menos do que eram obrigados a jogar até agora, informou a entidade em comunicado.
Além disso, os participantes de torneios Masters 1000 ou ATP 500 que abandonarem a competição em decorrência “do nascimento ou da adoção de um filho” não sofrerão a retirada dos pontos conquistados até então nesse torneio.
A participação nos Masters 1000 (torneios de segunda categoria, atrás apenas dos quatro Grand Slams) e no Finals, que reúne no fim de cada ano os oito melhores tenistas da temporada, continua sendo obrigatória para os principais jogadores.
No total de uma temporada, o ranking da ATP levará em conta os resultados de 18 torneios, em vez de 19 como acontecia até agora.
Com essa medida, a ATP introduz uma certa “flexibilidade no calendário” das estrelas do circuito, algumas delas até então bastante críticas ao grande número de partidas disputadas todos os anos, apesar de alguns tenistas participarem de lucrativas exibições fora dos torneios tradicionais.
Outra mudança anunciada pela ATP é que o ranking que definirá os oito tenistas classificados para o Masters será fechado uma semana antes, ao término do Masters 1000 de Paris, em 8 de novembro.
A ATP também estende o uso do árbitro de vídeo a todos os torneios ATP 500 e, a partir de 2027, aos ATP 250.
Além disso, mantém-se a arbitragem eletrônica em todos os torneios, apesar das reclamações de alguns tenistas quanto à sua confiabilidade, sobretudo em quadras de saibro.
