O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, recebeu mais votos que Flávio Bolsonaro (PL) na maioria das seções eleitorais que tiveram seus locais de votação alterados para o segundo turno, segundo levantamento feito com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Quem foi melhor no debate da Band: Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja notas e avalições dos colunistas do GLOBO Da irritação de Sidônio com Flávio à camisa 'eu prendi o Lula' de Deltan: os detalhes do debate da Band que você não viu Das 2.033 seções afetadas pelas mudanças, Lula ficou à frente em 1.036, contra 987 em que Bolsonaro foi o mais votado. No conjunto dessas seções, o petista recebeu 48,9% dos votos válidos no primeiro turno, ante 44,2% do adversário, uma diferença de 21.410 votos. O TSE publicou um comunicado neste sábado justificando a mudança dos locais. "As mudanças ocorrem por motivos práticos: desde reformas de última hora e melhorias de acessibilidade em prédios públicos até o impacto de fortes chuvas, que exigiram a transferência preventiva de locais danificados para instalações vizinhas e mais seguras", diz a nota. Os estados com mais seções transferidas são Minas Gerais (264), Paraná (253), Maranhão (194), Pernambuco (151) e São Paulo (146). Minas e São Paulo são considerados estratégicos para a disputa do segundo turno, enquanto Maranhão e Pernambuco são estados em que Lula venceu no primeiro turno. Dia seguinte: Campanha de Flávio vê postura agressiva como ponto negativo em debate; equipe de Lula aponta falta de propostas e aspecto de 'cansado' do petista Segundo o TSE, as alterações são determinadas pelas zonas eleitorais de cada município, e não pela direção do tribunal. A transferência de seções para outros prédios não significa redução do número de urnas disponíveis nem prejuízo ao eleitorado. Mudanças por eventos climáticos Entre os casos citados pela Justiça Eleitoral está o de Confresa, no interior de Mato Grosso, onde uma escola municipal teve a cobertura danificada por fortes chuvas e ventos nos dias 9 e 10 de outubro. Após um laudo de engenharia recomendar a interdição preventiva do imóvel, as seções foram transferidas para um endereço vizinho. Reformas inacabadas, problemas de acessibilidade e falhas no fornecimento de energia elétrica também motivaram mudanças em outras localidades. Segundo o TSE, a preocupação com os efeitos das condições climáticas sobre a votação levou o presidente do corte, ministro Kassio Nunes Marques, a instituir uma Sala Nacional de Situação Climática. O grupo acompanha diariamente, em parceria com órgãos como o Inmet, o Cemaden e a Defesa Civil, riscos de tempestades, secas e outros desastres que possam comprometer locais de votação ou rotas de transporte. O TSE orienta os eleitores a verificar previamente seu endereço de votação no aplicativo e-Título ou no menu Autoatendimento Eleitoral do portal do tribunal. As alterações feitas pelos cartórios eleitorais são atualizadas imediatamente nesses canais. O segundo turno está marcado para o próximo domingo, dia 25 de outubro. no menu Autoatendimento Eleitoral do Portal do TSE.
Mudanças de urna: nas 2.033 seções alteradas, Lula recebeu 48,9% dos votos, contra 44,2% de Flávio
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