Motoristas e entregadores de aplicativo protestam em SP contra PL que regulamenta o setor; veja vídeo

 

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Um protesto de motoristas e entregadores de aplicativo se concentra na Praça Charles Miller, em São Paulo, nesta terça-feira (14). A movimentação é contra o PLP 152, que propõe uma regulamentação da categoria. Segundo manifestantes, o projeto prioriza apenas as plataformas digitais.

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A Polícia Militar fechou a entrada do Pacaembu, uma vez que há muitos veículos na Praça Charles Miller. De acordo com a PM, como o estádio está funcionando, foi preciso fazer o controle do acesso, o que gerou uma discussão na manifestação, por volta das 10h30. A tensão durou cerca de 20 minutos.

Nesse período, manifestantes saíram do ponto de concentração, caminharam, chegaram a fechar a via de acesso à praça para garantir a entrada de motoboys e também de outros motoristas de aplicativo que estavam sendo barrados pela Polícia Militar, que alegava a lotação máxima aqui no local. Diante da pressão, a PM liberou a entrada apenas de motoboys, mantendo a restrição para os carros.

Motoristas e entregadores de aplicativo protestam em SP contra PL que regulamenta o setor

Klauson Dutra/CBN

Apesar da tensão, não houve confronto entre manifestantes e policiais. A PM, inclusive, conversou com os participantes ao longo da ação e conseguiu reduzir os ânimos. Depois desse momento, os motoristas retornaram ao ponto de concentração na praça, que conta com carro de som e trio elétrico, que servem como ponto de apoio aos organizadores.

A manifestação deve continuar até às 12h. Não há previsão de deslocamento. De acordo com a organização, pelo menos três lideranças estão à frente dessa mobilização.

A CET segue monitorando o trânsito na região. Com esquema de segurança reforçado e mais de 30 agentes, a Polícia Militar ainda não tem uma estimativa oficial de público.

PLP 152

A primeira votação dessa PLP estava prevista para esta terça, mas o projeto foi retirado da pauta a pedido do líder do governo, José Guimarães, na noite de segunda-feira (13). Edgar Francisco é presidente da Associação de Aplicativos e Autônomos do Brasil e reforça o motivo da manifestação continuar:

"Não tem uma fala oficial deles de que vão arquivar. A gente quer que arquive esse projeto, porque, da forma que eles fizeram, podem colocar a qualquer hora novamente. A gente está lutando contra um projeto de lei que não nos favorece, só protege as empresas. Aqui é a união dos 'bike', dos motociclistas, dos motoboys... Estão vindo vários, os motoristas de carro, da Uber e da 99. É uma soma aqui para todos, para mostrar a força do trabalhador", diz.

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A praça está tomada por carros, muitos adesivados ou com cartazes nas traseiras com reivindicações, como o pagamento do valor mínimo de R$ 2,50 por quilômetro rodado, taxa mínima de R$ 10 por corrida e críticas ao projeto.

Protesto contra a proposta de regulamentação do trabalho por aplicativo em SP

Além dos motoristas, há também motoboys e entregadores de aplicativos. Alguns utilizam máscaras com críticas a parlamentares, como ao presidente da Câmara, Hugo Motta, e ao deputado Augusto Coutinho, com frases como "inimigo dos entregadores de aplicativo".

A reportagem da CBN procurou a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia, que representa as empresas de aplicativo, para comentar as reclamações dos motoristas, mas não recebeu retorno até a última atualização da matéria.

De acordo com a organização, o trio elétrico deve permanecer aqui na Praça Charles Miller. Caso ele rode, deve ser pelo perímetro da praça.

Mais cedo, o deslocamento passou por vias importantes da cidade, como a Avenida dos Bandeirantes, o Eixo Norte-Sul, a Avenida Washington Luiz e acessos da 23 de Maio. A Polícia Militar informou à reportagem da CBN que cerca de 100 veículos circularam pelas vias. Com a chegada dos motoristas à Praça Charles Miller, a tendência é que o fluxo de carros nessas regiões comece a melhorar gradualmente.