Morre o compositor Noca da Portela, ícone do carnaval carioca, aos 93 anos

 

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Morreu neste domingo, aos 93 anos, o compositor Osvaldo Alves Pereira, o Noca da Portela. A informação foi confirmada pela Portela, em post publicado no perfil oficial da agremiação no Instagram. Segundo a família do músico, Noca pegou uma pneumonia hospitalar. Ele estava internado no Hospital da Assim, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio, para tratar uma infecção urinária.

"O G.R.E.S. Portela lamenta, com profundo pesar, o falecimento do cantor, compositor e instrumentista Noca da Portela, um dos grandes nomes da nossa história", diz a publicação. Veja a seguir:

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Mineiro de Leopoldina, Noca se mudou cedo para o Rio. Foi feirante antes de iniciar sua carreira como compositor, aos 15 anos, na Escola de Samba Unidos do Catete, vencedora do carnaval com o samba-enredo "O grito do Ipiranga". A convite de Paulinho da Viola, foi para a Portela em 1967.

Entre seus sambas vitoriosos estão “Recordar é viver”, de 1985, “Gosto que me enrosco”, de 1995, “Os olhos da noite”, de 1998, e “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal”, de 2015. Ele integrou o Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo, e deixou sua marca em obras como “Portela Querida”, defendida por Elza Soares, e no samba-enredo “O Homem de Pacoval”, de 1976.

Além da vida na música, Noca também teve atuação política. Militou no Partido Comunista Brasileiro. De março de 2006 a janeiro de 2007, foi secretário de Cultura do estado do Rio de Janeiro, no governo de Rosinha Garotinho. Em 2008, chegou a se candidatar a vereador do Rio pelo PSB.

Noca da Portela começou a compor com 15 anos

Hermes de Paula / Agência O Globo