O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta-feira (11) que o presidente da Corte, Edson Fachin, determine a retirada total de sigilo das investigações do Master. Ele afirma que o ministro André Mendonça está liberando informações de forma seletiva. Moraes também solicitou a Fachin que o julgamento de terça-feira (15) seja realizado de forma conjunta, para que, além dele, o plenário também delibere sobre a situação de Mendonça. Leia mais: Segundo Moraes, o julgamento conjunto dele e de Mendonça seria necessário para evitar “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”. Os ministros vão se reunir em uma sessão extraordinário, a partir das 10h de terça-feira, para discutir a validade do relatório da Polícia Federal que foi produzido a pedido do ministro André Mendonça e revelou uma série de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para um número de telefone que, segundo a PF, seria do ministro Alexandre de Moraes.
Eles também devem decidir sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) pra anular o relatório da PF e definir se será aberta ou arquivada investigação contra Moraes.
O relatório com as mensagens de Vorcaro foi o estopim para uma crise sem precedentes na Corte. Dois dias depois de ter sido tornado público por Mendonça, Moraes contra-atacou. Encaminhou à Presidência do STF um pedido de investigação contra Mendonça por abuso de autoridade. Ele usou como base um relatório de trabalho da PF, apócrifo e sem valor probatório, que indica suposto direcionamento e interferência do colega nas investigações do Master e do INSS.
O julgamento conjunto, portanto, seria para analisar a situação de Moraes e também decidir sobre a abertura de investigação contra Medonça.
O Valor antecipou na quinta-feira (10) que a ala de Moraes pressionaria Fachin por uma sessão conjunta sobre os casos dele e de Mendonça. Integrantes da Corte cogitam pedir vista se as análises forem realizadas em separado.
Valor