Moraes diz que 'não há necessidade de remoção imediata' de Bolsonaro para hospital e pede mais informações

 

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira que "não há nenhuma necessidade de remoção imediata" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal (PF) após ele bater a cabeça em uma queda.

Moraes solicitou a apresentação do laudo médico do atendimento realizado pela PF e a indicação, pela defesa, de quais exames pretende fazer, para avaliar se os procedimentos podem ser feitos na própria superintendência.

Em seguida, a defesa apresentou um pedido médico solicitando a realização de tomografia e ressonância Magnética do crânio e de um eletroencefalograma, exame que analisa a atividade do cérebro.

"Tais exames mostram se essenciais para adequada avaliação neurológica do Peticionário, sendo indicada a sua realização em ambiente hospitalar especializado", afirmou a equipe jurídica.

Mais cedo, os advogados de Bolsonaro tinham solicitado autorização para que ele fosse levado ao hospital, para a realização de exames clínicos e de imagem.

Em resposta, Moraes citou uma nota divulgada pela PF à imprensa, na qual a corporação afirmou que "constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação".

"Dessa maneira, não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal", escreveu o ministro.

Moraes ressaltou, contudo, que a defesa "tem direito a realização de exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade", e por isso pediu mais informações.

A informação sobre a queda foi divulgada inicialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que relatou nas redes sociais que o ex-presidente teve uma crise de soluços enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel.