Moraes dá cinco dias para PF explicar queixa de Bolsonaro sobre barulho de ar-condicionado na prisão
O ministro Alexandre de Moraes deu prazo de cinco dias para que a Polícia Federal esclareça a queixa apresentada pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a situação do ar-condicionado da sala de Estado onde ele está preso. Bolsonaro se queixa de ruídos altos vindo do aparelho.
O pedido foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal na semana passada, no dia 2 de janeiro. Na manifestação, a defesa afirma que o ambiente atualmente disponibilizado não assegura condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde, em razão da proximidade com o equipamento do ar-condicionado central, instalado do lado de fora da sala.
Ao final do documento, os advogados solicitam que as autoridades responsáveis pela custódia sejam oficiadas para adotar, com brevidade, providências técnicas capazes de corrigir o problema, como a instalação de isolamento acústico, a mudança do layout do espaço ou outra solução equivalente que garanta condições adequadas de repouso e permanência no local.
Segundo informações do jornal O Globo, a Polícia Federal avalia a instalação de uma barreira em uma das paredes da sala onde Bolsonaro está detido, como forma de reduzir o ruído provocado pelo ar-condicionado externo.
As medidas ainda estão em discussão, mas a mudança do equipamento de lugar, a realização de um isolamento acústico completo ou a cobertura do aparelho são consideradas inviáveis.
