Moradores do Umarizal estão sofrendo com assalto, furto e chegaram a gravar ação criminosa

 

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Moradores da rua Bernal do Couto, no bairro do Umarizal, denunciam a insegurança diante de uma série de furtos e invasões registrados nas últimas semanas. A situação, segundo relatos, estaria diretamente ligada à ocupação irregular de uma clínica abandonada localizada na rua Bernal do Couto com a travessa Dom Romualdo de Seixas.


De acordo com um morador da área, que preferiu não se identificar, o clima entre os residentes é de pânico. “A gente está com muito medo. Não é um caso isolado, são vários furtos acontecendo. Há cerca de um mês, invadiram o meu apartamento às cinco da manhã, enquanto todo mundo dormia. Levaram meu computador, meu tablet e até o carro”, relatou.


A vítima mora quase ao lado do imóvel invadido pelos suspeitos e trata-se de uma antiga clínica de hemodiálise que está desativada há algum tempo. O local teria sido ocupado por pessoas em situação de rua, que estariam utilizando o espaço para ações criminosas. “A gente já tem vários vídeos, moradores foram lá filmar. Essas pessoas entram e saem, sobem no telhado e ficam observando as casas ao redor”, afirmou.


O medo se intensifica principalmente durante a madrugada. “A gente fica à mercê. Quando chego em casa à noite, já fico tenso, olhando para todos os lados. Depois do que aconteceu comigo, qualquer barulho já assusta”, disse o morador.


Além da insegurança, há também preocupação com possíveis riscos sanitários. Ainda segundo os relatos, materiais remanescentes da antiga clínica estariam sendo retirados do local e espalhados pela rua. “A gente nem sabe se esse material está contaminado. Isso é muito grave, é um risco para todo mundo aqui”, alertou.


As denúncias feitas pelos moradores foram registradas em boletim de ocorrência, na manhã deste domingo (5). No documento, o comunicante relata que, desde o dia 28 de março, indivíduos não identificados invadiram o imóvel abandonado, passando a utilizá-lo para práticas ilícitas, como depredação, furto de materiais e permanência irregular.


O boletim também aponta que os suspeitos teriam acessado o telhado da estrutura e utilizado essa via para observar e, possivelmente, invadir imóveis vizinhos. No dia 4 deste mês, há registro de que um prédio ao lado teria sido alvo de assalto após os invasores utilizarem o acesso pelo teto.


Ainda conforme o documento, os suspeitos seriam, em sua maioria, pessoas em situação de rua e usuários de substâncias entorpecentes. Apesar de não haver identificação formal dos envolvidos, moradores afirmam possuir imagens e vídeos que mostram os rostos de alguns deles.


A situação tem gerado mudanças na rotina da vizinhança. “Ninguém mais dorme tranquilo. Qualquer barulho já deixa todo mundo em alerta”, contou outro residente.


O boletim de ocorrência também menciona danos estruturais no imóvel invadido, incluindo o comprometimento de encanamentos e da base do sistema de água, o que pode representar riscos adicionais à saúde pública.


Os moradores afirmam que já acionaram a polícia em diversas ocasiões e que um dos suspeitos chegou a ser conduzido por uma guarnição da Polícia Militar no dia 29 de março. No entanto, eles cobram ações mais efetivas para resolver o problema de forma definitiva.


A comunidade está organizando um abaixo-assinado que deve ser encaminhado à seccional urbana responsável pela área. O objetivo é solicitar providências urgentes, como o isolamento do prédio abandonado e o reforço no policiamento.


“A gente está pedindo ajuda. Enquanto esse lugar continuar aberto, a gente vai continuar exposto”, desabafou o morador.