Moeda raríssima da era Viking é encontrada por arqueóloga na Noruega

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Fonte da notícia: Metropoles Metropoles

Uma moeda de prata raríssima, pertencente ao reinado de Olaf Haraldsson, foi encontrada em um dos maiores tesouros já descobertos da Era Viking. Cunhada há cerca de mil anos, a peça traz o retrato do rei, que era conhecido como São Olaf.

O exemplar foi descoberto no Tesouro de Mørstad, achado em abril deste ano e identificado pela arqueóloga Anne Skogsfjord. Somente quatro moedas do tipo foram encontradas, a maioria delas fora da Noruega.

A sua raridade se deve ao fato de que menos de 20 moedas cunhadas na época sobreviveram até os dias atuais. Olaf ocupava um lugar único na história da Noruega e usou a cunhagem da moeda para legitimar a nova fé e se restabelecer como rei cristão.

Por conta disso, a peça representa a cristianização em grande escala. “Consegui ver que estava escrito ONLAF R+ NORMANORV… será que eu estava mesmo segurando uma moeda de Olaf Haraldsson? E era! Foi um momento muito especial.

Percebi que tínhamos encontrado um tesouro nacional”, disse Anne em comunicado. O exemplar apresenta, em sua parte frontal, um busto voltado para a esquerda com um icônico capacete de batalha e a inscrição “Onlaf r+ Normanorv”, que quer dizer: Olaf, Rei dos Noruegueses. Na parte de trás, traz uma cruz e uma aclamação cristã.

O desenho foi inspirado em moedas anglo-saxônicas, do reinado de Canuto. De acordo com o comunicado, trata-se de uma cunhagem bizantina, pois em frente ao retrato há uma cruz sobre três degraus, a chamada cruz do Gólgota.

O achado foi cunhado por volta de 1024-1028, no final da Era Viking. Embora represente em si um ato político, é evidente que a moeda foi usada algumas vezes antes de ser depositada no tesouro, pois tem pequenos cortes feitos com uma faca — uma forma de testar o teor da prata.

“Com base nisso, podemos supor que a moeda mudou de mãos diversas vezes durante os aproximadamente 20 a 25 anos entre sua produção e seu depósito no Tesouro de Mørstad. Esse é mais um capítulo fascinante na história da peça”, destaca o professor associado Florent Audy, em comunicado.

Publicação Original Metropoles metropoles.com
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