Mizu Izakaya: boteco japonês em Botafogo tem boas surpresas, dos petiscos aos goles de saquê

Mizu Izakaya: boteco japonês em Botafogo tem boas surpresas, dos petiscos aos goles de saquê - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Izakaya é um perfil de restaurante japonês relativamente novo no Rio: contando os pauzinhos, soma pouco mais de dez anos por aqui. São espaços de pegada semelhantes aos nossos botecos, informais, cozinhas onde bluefins, toros, wagyus e outros itens luxuosos não costumam entrar. Nem precisam: a onda ali é outra. E igualmente boa. O Mizu é um desses izakayas que abriram recentemente na cidade — são vários! Mas fica numa rua feiosa, quase sem calçada e congestionada de Botafogo, a Farani. Brasilidades: Roxy estreia almoço musical nos fins de semana com feijoada e menu de Kátia Barbosa De 'listening bar' a festas na calçada, febre de discotecagem em vinil contagia noite carioca Unagui don do Mizu Izakaya Divulgação/Nubra Fasari Me lembrei de Tóquio, que recebe com incontáveis izakayas em trechos cabeludos da cidade, ruelas, becos e até porões, onde mostram o seu valor, especialmente nos pratos quentes. Ponto não é impedimento. O Mizu — investida de um casal (que não conheço) que há dez anos toca um japa-mexicano (está explicado), vizinho de porta — não faz feio. A chegada pode causar um certo estranhamento, pela própria rua, a entrada por um salão comprido e escuro, o balcão ao fundo, o bar na lateral, mesas de pés alto com banquetas e outras convencionais ao fundo, onde nos sentamos. São 35 lugares. Aos poucos, a luz vai se encaixando e tudo vai entrando nos eixos. Melhor, boas surpresas vão surgindo. A carta de saquês (minha bebida da hora), por exemplo, traz quatro rótulos bons importados, como o Junmai naigori não filtrado (R$ 75, a taça generosa). De cervejas, são seis opções de marcas japonesas: além da “fichinha” Sapporo (R$ 39), tem Hanami (R$ 28) e Neko (R$ 28). Uísque japa? Tem. E drinques autorais, como o que traz vodca, barriga de porco, suco de tomate, molho tonkatsu, katsuobushi, gotas de amakoji, limão e sal (R$ 42). Encara? Drinques autorais do Mizu Izakaya Divulgação/Nubra Fasari Na cozinha está Thiago Togava, jovem chef formado no Japão. E os lámens servidos ali trazem a assinatura de Michihiko Shindo, do bem falado Shindo, de São Paulo. Cardápio em mãos (uma gracinha, com os pratos ilustrados com desenhos), pedimos okura no misô, cubinhos de quiabos grelhados, que eu devorei (R$ 25); yakiniku, fatias de carne grelhada (R$ 56); tonksatsu, copa lombo empanada (R$ 54); nasu no misô, berinjela empanada (R$ 25). Tori karaage (R$ 25) são cubos de frango empanados, e ebiten são os camarões também empanados (R$ 48, duas peças). Kushimono são espetinhos, servidos em duplas. Dividimos o de barriga de porco (R$ 24) e o de camarão grelhado com casca (R$ 25). Provados e aprovados, corretíssimos, entre bons goles de saquê. Faltava o tal lámen do chef Shindo, com carinha no cardápio e bio cheia de predicados: provamos o tonkotsu paitan de porco (R$ 75), com caldo encorpado de amendoim, gergelim. Do sushi bar, vieram ainda temaki de vieira (R$ 68, dupla) e oniguiri grelhado, quentinho e vegano (R$ 15). Tudo certo no Mizu. No vizinho mexicano-japonês, já não garanto. Mizu: três garfinhos (bom) Rua Farani 14, Botafogo (92042-2835). Ter a sáb, das 17h à meia-noite. Dom, das 17h às 23h.

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