Missão Artemis II chega à Lua e ficará cerca de 40 minutos sem comunicação com a NASA

 

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Os astronautas da NASA chegaram ao "espaço lunar" às 4h37 desta segunda-feira (06), marcando o retorno de humanos à região da Lua pela primeira vez desde a missão Apollo 17, em 1972. A cápsula Orion, da missão Artemis II, entrou na esfera de influência da Lua por volta da 1h41 (horário de Brasília), quando a gravidade lunar supera a da Terra.

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Nesse momento, a espaçonave estava a cerca de 62 mil quilômetros da Lua e a mais de 370 mil quilômetros da Terra. O ponto mais crítico da missão deve ocorrer por volta das 19h44, quando a cápsula Orion passará por trás da Lua e os astronautas ficarão cerca de 40 minutos sem comunicação com a NASA. Pouco depois das 20h, a tripulação atingirá a aproximação máxima do satélite natural, a cerca de 6.400 quilômetros da Lua, alcançando também a maior distância da Terra já registrada para seres humanos.

Durante as seis horas de aproximação da Lua, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen vão coletar o máximo de informações possível para viabilizar o próximo pouso na Lua, previsto para 2028.

A manobra também é crucial porque utilizará a gravidade lunar como impulso para a viagem de retorno à Terra, com duração de mais quatro dias. Segundo a NASA, a cápsula deixará a esfera de influência gravitacional da Lua na terça (07) e iniciará, então, o trajeto de volta à Terra.

A missão tem duração total de cerca de 10 dias e funciona como um grande teste dos sistemas da espaçonave com tripulação no espaço profundo.

A Artemis II integra um plano de longo prazo para estabelecer presença humana contínua na Lua e, futuramente, preparar viagens a Marte.

Hélio-3 na Lua pode gerar até 10 vezes mais energia que combustíveis fósseis

A retomada do programa lunar dos Estados Unidos, após mais de 50 anos, ocorre em meio à disputa geopolítica com a China e à busca por recursos minerais.

Segundo cientistas, o principal desses recursos é o Hélio-3, abundante na Lua e raro na Terra. Estima-se que o satélite possua quantidade suficiente para gerar até dez vezes mais energia do que todo o petróleo, carvão e gás disponíveis na superfície terrestre.