O Ministério do Meio Ambiente afirmou neste sábado que o governo do Amazonas dispensou o apoio do governo federal que havia solicitado para combater queimadas florestais. A pasta alega que a gestão rejeitou uma equipe de brigadistas antes que ela se deslocasse para atuar no estado. O posicionamento do ministério ocorreu após o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Orleilso Muniz, dizer que a solicitação de ajuda havia sido negada, inclusive em áreas sob responsabilidade federal. A declaração foi proferida na sexta-feira, durante entrevista ao Jornal do Amazonas 1ª Edição, da Rede Amazônica. A pasta rebateu e afirmou que o governo federal já atua no combate às queimadas no Amazonas. Segundo o ministério, as primeiras aeronaves enviadas pela União chegaram a Manaus neste sábado. Há a previsão de que uma comitiva do governo Lula chegue à capital durante a noite para acompanhar as ações. O Ministério do Meio Ambiente alega que recebeu a solicitação de apoio em 23 de setembro para o reforço das ações de combate aos incêndios. Foram, então, mobilizados combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e uma aeronave do Projeto de Gerenciamento de Aeronaves para Situações de Urgência e Socorro (Pegasus) para a atuação. Segundo o ministério, o governo estadual informou uma semana depois que não precisaria mais do apoio dos brigadistas. A justificativa foi de que chuvas contribuíram para o controle dos focos de incêndio.
A pasta afirma que, diante do cenário, a equipe federal foi dispensada antes de se deslocar para atuar em campo. Desde setembro, os focos de incêndio no Amazonas vêm crescendo em intensidade e quantidade, o que, segundo especialistas, já pode ter influência dos efeitos do El Niño na região. O fenômeno climático causa secas no Norte do Brasil.
O Globo