Milhares vão às ruas em Israel exigir governo de união entre judeus e árabes (vídeo)

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – Cerca de 2 mil pessoas participaram de uma manifestação em Tel Aviv, neste sábado (31), para exigir a formação de um governo que reúna partidos judeus e árabes em Israel, após as eleições parlamentares que deixaram o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sem maioria na Knesset, parlamento unicameral de Israel, em Jerusalém.

Os participantes defenderam uma coalizão capaz de substituir a atual administração, em meio às negociações entre as forças de oposição e à resistência de setores da direita à participação dos representantes árabes no próximo governo. Segundo matéria do jornalista Noam Lehmann, no The Times of Israel, os manifestantes percorreram a região central de Tel Aviv, partindo da Praça Habima em direção à Praça Rabin, pela avenida Ibn Gabirol.

O ato reuniu pessoas que defendem a cooperação entre as comunidades judaica e árabe, em um momento no qual o resultado eleitoral tornou os partidos árabes decisivos para a formação de uma maioria parlamentar.  A divulgação dos resultados oficiais das eleições em Israel abriu uma disputa pela formação do próximo governo.

A coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conquistou 53 das 120 cadeiras do Knesset, ante 63 na legislatura anterior. A oposição liderada por Gadi Eisenkot obteve 48 assentos.

Agora, os dois grupos buscam alianças para alcançar os 61 votos necessários à maioria parlamentar. Manifestantes defendem igualdade e mudança de governo

Ao longo da caminhada, os participantes carregaram cartazes com mensagens como “há uma maioria pela mudança” e “igualdade para todos”. O grupo também utilizou tambores e entoou palavras de ordem em hebraico e árabe.

“Com parceria e igualdade, vamos substituir o governo”, gritavam os manifestantes em hebraico. Em outra parte da marcha, os participantes repetiam, em árabe, a palavra de ordem “Paz, liberdade, justiça social”, destacando as reivindicações por convivência e participação política.

O movimento Standing Together, organização socialista que reúne judeus e árabes, liderou a mobilização. Os participantes também defenderam o fim da hostilidade entre as duas comunidades, utilizando mensagens contra o racismo e em favor da cooperação política.

A manifestação começou na Praça Habima, onde aproximadamente 500 pessoas já participavam da concentração inicial. O público aumentou ao longo do ato, que terminou na Praça Rabin com cerca de 2 mil participantes.

Em Jerusalém, outro grupo realizou uma manifestação na Praça Paris em defesa da participação conjunta de partidos judeus e árabes na formação do próximo governo israelense. Ahmad Tibi promete apoio para substituir Netanyahu

O deputado Ahmad Tibi, integrante da Lista Conjunta, manifestou disposição para apoiar um governo liderado por Gadi Eisenkot, um dos principais nomes da oposição, mesmo sem ocupar cargos no Executivo. Em entrevista ao Canal 12 de Israel, o parlamentar afirmou que sua legenda pretende contribuir para a substituição da coalizão de Netanyahu, mas não reivindica ministérios.

“Queremos ajudar qualquer pessoa que queira derrubar este governo terrível… e substituí-lo por outro governo. Queremos fazer parte da correção, fazer parte da esperança”, declarou.

O deputado também esclareceu que a Lista Conjunta considera possível apoiar uma administração sem integrar formalmente sua composição. “Não faremos parte do governo.

Não quero um cargo ministerial. Não quero fazer parte do gabinete”, afirmou.

Tibi ressaltou que a participação dos partidos árabes será determinante para qualquer tentativa de mudança política. Segundo ele, o resultado das urnas demonstra que os representantes dessa comunidade têm condições de influenciar a formação do próximo governo.

O parlamentar defendeu que Eisenkot siga o exemplo do ex-primeiro-ministro Yitzhak Rabin, que contou com o apoio de deputados árabes para aprovar os Acordos de Oslo, negociados com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). A Lista Conjunta também sinalizou que poderá recomendar ao presidente Isaac Herzog a indicação de um representante da oposição para formar o governo, possivelmente Eisenkot.

Direita protesta contra participação dos partidos árabes Enquanto milhares de pessoas defendiam uma coalizão entre judeus e árabes, cerca de 200 apoiadores de Netanyahu participaram de uma manifestação na Praça Habima para contestar o resultado eleitoral.

Os participantes acusaram os partidos árabes de terem “roubado” as eleições, embora a reportagem não apresente provas que sustentem essa alegação. Manifestantes entoaram palavras de ordem em defesa do caráter judaico do Estado de Israel e contra a participação dos representantes árabes na próxima administração.

Alguns grupos também utilizaram expressões racistas dirigidas à população árabe. O vice-ministro Almog Cohen, que disputou as eleições pelo Likud, partido de Netanyahu, participou do protesto e afirmou que os apoiadores do primeiro-ministro não aceitarão uma coalizão dependente dos votos árabes.

Cohen também declarou que a manifestação poderia representar o início de um movimento de oposição à formação de um governo sustentado por esses partidos. O protesto ocorreu após o Likud acusar legendas árabes de irregularidades eleitorais e de receber apoio de governos estrangeiros considerados hostis por Israel.

As acusações fazem parte da disputa política posterior à votação e não demonstram, por si só, a ocorrência de fraude. Nova Knesset assume em novembro

O Parlamento israelense iniciará sua nova legislatura em 10 de novembro, quando os partidos deverão avançar nas negociações para definir a composição do governo. A oposição pretende utilizar a maioria de 67 cadeiras para promover mudanças no comando da Knesset e defender a criação de uma comissão estatal de investigação sobre os ataques de 7 de outubro de 2023.

Ahmad Tibi sinalizou apoio à substituição do presidente do Parlamento, Amir Ohana, integrante do Likud. O deputado também indicou que sua legenda não pretende apoiar iniciativas de desconfiança contra um eventual governo alternativo nem apresentar uma proposta própria de dissolução da Knesset.

A disputa evidencia o papel dos 19 deputados árabes na configuração política resultante das eleições. Sem o apoio dessa representação ou uma reorganização das alianças, os principais blocos parlamentares não dispõem de votos suficientes para formar isoladamente um governo com maioria na Knesset.

OCURRE AHORA.Palestinos y judíos toman las calles de Israel en una movilización conjunta para exigir un gobierno que represente a ambos pueblos. pic.twitter.com/sksMDOSEc7— Runas Dos Lunas (@DosRunas) October 31, 2026

OCURRIENDO AHORA EN TEL AVIV: decenas de miles de ciudadanos israelíes, judíos y palestinos, están marchando para exigir un gobierno judío-árabe tras ganar contra el gobierno de Netanyahu – Ben G el martes. Patricia Colón (@PatColon) October 31, 2026

People in Tel Aviv participate in a protest as political forces negotiate coalition deals to form ‘Israel's’ next government. pic.twitter.com/2CLxol6ERM— Roya News English (@RoyaNewsEnglish) November 1, 2026

MILAGRO EN ISRAELMarchan Palestinos e Israelíes juntos en Tel Aviv para pedir la alianza entre el Líder Opositor de Izquierda y los 2 partidos Árabes para sacar al Genocida de Netanyahu del Poder… pic.twitter.com/PhlnW9RRQx— La Catrina Norteña (@catrina_nortena) October 31, 2026

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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