'Michael': cinebiografia do Rei do Pop teve de ser reescrita e refilmada por conta de acordo na justiça; entenda

 

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Chega aos cinemas no próximo dia 30 de abril um retrato da vida e da obra de um dos maiores artistas de todos os tempos. Mas "Michael", a cinebiografia de Michael Jackson dirigida por Antoine Fuqua, passou por uma mudança significativa na estrutura de sua narrativa.

Segundo o jornal americano The New York Times, a versão inicial do filme, produzido pelos executores do espólio de Jackson, "usava como estrutura narrativa as acusações de abuso sexual infantil feitas contra o cantor em 1993, buscando inocentá-lo dessas denúncias".

"De fato, essa versão do filme chegou a ser filmada", afirma a publicação. Mas ela teve de ser revista por conta do acordo na justiça entre Michael e seus acusadores. Os advogados do espólio perceberam que haviam termos no acordo que impedia que os acusadores fossem citados em qualquer obra empreendida por Michael Jackson ou seus representantes.

Desta forma, "Michael" foi reescrito e refilmado com uma nova abordagem, garante o NYT. "Agora, trata-se de uma história edificante sobre o triunfo de Jackson sobre seu pai, Joe Jackson — um Colman Domingo ríspido. (....) O filme se torna um estudo sobre um jovem tentando se diferenciar de sua família de origem, embalado em moldes de conto de fadas, com direito a final feliz", descreve a crítica do jornal assinada por Alissa Wilkinson.

Veja o trailer de 'Michael'