'Meu verão na Sicília': filme italiano mostra cativante conflito de gerações

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Vários pontos ligam “Meu verão na Sicília” (“Gioia mia”) a “Meu verão com Glória” (2025) — além da afinidade dos títulos em português. No primeiro, depois da sofrida separação da babá, Nico, de 11 anos, é despachado pelos pais, ocupados com trabalho, para a Sicília, onde será acolhido pela tia-avó Gela (Aurora Quattrocchi, em atuação vigorosa). No segundo, da diretora francesa Marie Amachoukeli, Cléo, de 6 anos, vai passar as férias com a babá em Cabo Verde. Experiência marcante para personagens e espectadores. Comparações tornam-se inevitáveis. 'Hope – O primeiro impacto': produção mais cara do cinema coreano brinca com clichês em thriller de sci-fi Crítica: Com Elle Fanning e Callum Turner, 'Rosebush pruning', de Karim Aïnouz, mostra 'família para a qual o adjetivo disfuncional seria elogio' Nico (Marco Fiore, ótimo), em outros contextos, poderia ser diagnosticado com depressão. Mas na ilha onde mulheres sofreram (talvez ainda sofram) machismo histórico, tudo passa a ser encarado como timidez e uma questão de tempo. Gela, verdade seja dita, se esforça para o menino cair na real — real dela, entenda-se. Celular, nem pensar; rezar antes das refeições, aprender a fazer a cama, a passar roupa e a cozinhar ilustrariam uma temporada na Idade Média, segundo o jovem hóspede. Há vizinhas e algumas crianças no prédio antigo, quem sabe habitado por espíritos, mas a adaptação de Nico é lenta. Talvez lenta além da conta. Gela não dá o braço a torcer, o entendimento tarda, mas não falha. Apesar do desenvolvimento previsível neste longa de estreia, Margherita Spampinat, também roteirista, se destaca pela direção do elenco que inclui Martina Ziami como a adolescente Rosa. Em tempos tão acalorados, a relação Gela-Nico pode amenizar o clima. Cotação: Bonequinho olha

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