247 – O governo federal trabalha com a meta de expandir a rede de Institutos Federais (IFs) em mais 200 unidades para alcançar a marca de mil campus em todo o país. Durante participação no programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC, o titular da pasta da Educação, Leonardo Barchini, explicou que o planejamento da expansão considera as demandas econômicas e sociais de cada município contemplado.
A definição das vertentes de ensino ocorre por meio de audiências públicas com a população local. “Uma coisa muito importante do Instituto Federal é que os cursos ofertados dialogam com a comunidade.
Então, o que a comunidade precisa, qual a mão de obra necessária para aquela localidade, é discutido em audiências públicas e, só então, são lançados os cursos vocacionados para aquela região”, afirmou o ministro. A meta imediata do Ministério da Educação (MEC) é entregar a unidade de número 800 até o encerramento de 2026.
A consolidação dessa política pública é tratada como prioridade pelo presidente Lula (PT), que vivenciou o impacto da formação profissionalizante na própria trajetória. O grande diferencial do modelo adotado pelos IFs é o ensino verticalizado, estrutura que permite ao aluno ingressar no ensino médio técnico e avançar na mesma instituição até o doutorado.
Além do crescimento estrutural, o ministro detalhou o cenário de recuperação orçamentária do setor. O MEC sofreu um corte superior a R$ 120 bilhões entre 2016 e 2022, nos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), período marcado pela paralisação de obras e pela interrupção da ampliação da rede federal.
A retomada de investimentos a partir de 2023 viabilizou a abertura de 100 novas unidades, o aporte de mais de R$ 4 bilhões para a consolidação dos institutos e a construção de 270 restaurantes estudantis, além da liberação de 15 mil vagas para profissionais técnicos. “É muito importante que a gente não tenha cortes na educação.
Por isso a importância do presidente Lula, que é um presidente que se preocupa muito com a educação, para que a gente possa continuar esse processo de expansão oferecendo uma educação pública gratuita e de qualidade para os brasileiros”, disse Leonardo Barchini. O ministro também manifestou preocupação com os impactos das apostas virtuais no ecossistema educacional.
No ensino médio, recursos do programa Pé-de-Meia estavam sendo comprometidos com jogos on-line, as bets, prejudicando o desempenho e o foco em sala de aula. Já no ensino superior privado, levantamentos indicam que quase 1 milhão de acadêmicos enfrentaram dificuldades para quitar mensalidades devido ao endividamento com as bets, enquanto outro contingente superior a 1 milhão de pessoas foi impedido de ingressar na faculdade pelo mesmo motivo.
“Então aquela pessoa que estava planejando entrar numa faculdade, reservar um dinheirinho para uma mensalidade, não estava entrando também, porque estava com problema, havia apostado, estava com esse problema de vício das bets”, afirmou. Barchini defendeu a interrupção das apostas on-line como uma medida benéfica para a educação e ressaltou que o MEC monitora a situação em diálogo com faculdades particulares, atuando de forma integrada com as pastas da Saúde e da Fazenda para conter o endividamento estudantil.
Brasil 247