Mesma estratégia, objetivos diferentes: Flamengo e Vasco rodam elenco em meio à maratona que tem Brasileiro como prioridade
O primeiro Clássico dos Milhões do Brasileiro acontece em um dos períodos mais intensos da temporada. Hoje, às 16h, Flamengo e Vasco se enfrentam no Maracanã, pela 14ª rodada, com estratégia de rodar o elenco em meio a três competições. A ideia é dar prioridade ao torneio por pontos corridos, mas os rivais têm objetivos diferentes.
Se o Flamengo sonha com o bicampeonato e segue na caça ao líder Palmeiras, o Vasco não quer viver novamente o pesadelo de brigar para não ser rebaixado para a Série B, e tenta seguir na parte de cima da tabela antes de almejar o G-4.
O caminho até aqui deixou o time rubro-negro em ótimo momento competitivo, mas há uma série de desfalques por lesões, sobretudo após o compromisso pela Libertadores no meio de semana. O cruz-maltino chega mais inteiro, mas é um time menos regular. Com um conjunto inferior, o técnico Renato Gaúcho tem usado a Copa Sul-Americana para dar minutos a seus reservas.
No Brasileirão, o desempenho da equipe não é ruim, mas passa longe da consistência do rival, que briga pela liderança: são nove jogos sob o comando de Renato, com quatro vitórias, três empate e duas derrotas. Um aproveitamento de 55,5% que ajuda a explicar a frequência tão grande na parte intermediária da tabela.
A título de comparação, Leonardo Jardim tem mais de 80% dos pontos nos primeiros nove jogos. O treinador português acumula sete vitórias, um empate e apenas uma derrota no Brasileiro. Recentemente, emplacou sete vitórias seguidas com a equipe, superando sequências de antecessores como Filipe Luís e igualando marcas de destaque, com forte desempenho ofensivo e defensivo. Mesmo com problemas para montar o time, será difícil ir contra o bom retrospecto recente do Flamengo no clássico nos últimos anos.
Rivalidade a perigo
O abismo econômico e a distância recente na disputa pelas principais competições têm colocado a rivalidade entre Flamengo e Vasco a perigo. Nos últimos anos, o clube de São Januário tenta organizar suas finanças e duela em lados opostos ao Flamengo nas negociações dentro dos blocos de venda de direitos de TV e também na CBF, na busca por uma Liga única.
Até agora, porém, nada se reflete no campo. O Flamengo domina amplamente o retrospecto recente contra o Vasco, acumulando uma invencibilidade de 13 jogos, com nove vitórias nesse período pelo Brasileiro. O último triunfo vascaíno sobre o Flamengo no torneio foi em 2015, por 2 a 1, com gols de Rodrigo e Nenê. Em 2024, o Rubro-Negro aplicou uma goleada histórica de 6 a 1 e sobrou em campo.
Dúvida na lateral do Vasco
A boa notícia no Vasco é que a equipe chega para o clássico quase sem problemas físicos. De desfalques de curto prazo, a única dúvida é o lateral-esquerdo Cuiabano, com um edema no músculo posterior da coxa esquerda. Lucas Piton pode permanecer como titular.
O resultado no meio de semana ainda deu motivação a mais: uma boa exibição na vitória por 3 a 0 sobre o Olimpia, na última quinta-feira, colocou o Vasco na ponta de seu grupo na Copa Sul-Americana. A estratégia de utilizar os reservas na competição tem seus altos e baixos. Antes, rendeu jogos pouquíssimos inspirados contra Barracas Central-ARG (0 a 0) e Audax Italiano-CHI (derrota por 2 a 1).
No único compromisso pela Copa do Brasil até aqui (vitória por 2 a 0 sobre o Paysandu), o Vasco lançou o time principal. O mesmo deve acontecer no Brasileiro, ainda mais no confronto com o maior rival.
Flamengo tem dilema sobre substituto de Arrascaeta
Plata conversa com Jardim
Divulgação
Do lado do Flamengo, a equipe chega para o clássico com muitos desfalques. Além de Arrascaeta, que fez uma cirurgia na clavícula direita, também estão fora Lucas Paquetá, com problema muscular, Erick Pulgar, em recuperação de lesão no ombro, e Jorge Carrascal, suspenso.
A boa notícia é o retorno do zagueiro Léo Pereira, que havia tiro um corte na perna, e da possibilidade de manutenção de Emerson Royal, com uma fratura nasal, e de Bruno Henrique, que também levou uma pancada na Libertadores. Ambos, porém, devem dar lugar a Varela e Samuel Lino.
Com Pedro no comando do ataque, a dúvida é sobre quem jogará ao seu lado por dentro, papel desempenhado por Arrascaeta. Plata e Luiz Araújo são opções. Em caso de três meias, De La Cruz, Saúl, Jorginho e Everton Araújo são as alternativas para as vagas.
