'Mergulho nos dados': projeto usa calor de servidores para aquecer banhos termais nos EUA

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O calor produzido pelos computadores pode deixar de ser apenas um problema de refrigeração para se transformar em fonte de energia. Essa é a proposta do Pink Thermal Baths (Termas Rosa), projeto que prevê a instalação de um data center subterrâneo para aquecer as piscinas de um complexo de banhos termais. Idealizada pelo escritório de arquitetura Forma, de Nova York (EUA), a estrutura ocuparia uma área de aproximadamente 3 mil metros quadrados próxima a um resort em Biskra Palms, no deserto da Califórnia, nos Estados Unidos. O projeto foi desenvolvido em 2021 e ainda tem caráter conceitual, sem previsão de construção, segundo a Newsweek. A proposta reúne duas estruturas aparentemente distantes. No subsolo, servidores armazenariam e processariam dados, liberando calor durante seu funcionamento. Na superfície, essa energia térmica seria direcionada para as piscinas, criando uma experiência semelhante à de fontes termais. Projeto arquitetônico "Pink Thermal Baths" FORMA Data centers precisam manter milhares de equipamentos em temperaturas adequadas e, por isso, utilizam grandes sistemas de resfriamento. Normalmente, o calor retirado dos servidores é liberado no ambiente. No projeto da Forma, ele seria reaproveitado para reduzir a quantidade de energia adicional necessária para aquecer a água. O complexo foi imaginado pelos arquitetos Miroslava Brooks e Daniel Markiewicz, fundadores do escritório. A intenção é criar uma relação de dependência entre as duas estruturas, em que o espaço de lazer localizado na superfície seria aquecido pela infraestrutura tecnológica escondida no subsolo. As formas cônicas das salas também desempenhariam uma função ambiental. Além de criarem o aspecto monumental do edifício, elas ajudariam a conduzir o ar quente para cima e a controlar a temperatura interna. Os ambientes seriam marcados por tons intensos de rosa, escolhidos para diferenciar o projeto da estética azul e neutra geralmente associada a piscinas e spas. A ideia também coloca em contraste duas construções de épocas diferentes. De um lado, os banhos públicos, utilizados há séculos como espaços de convivência e cuidado corporal. De outro, os data centers, estruturas indispensáveis à economia digital, mas normalmente fechadas e distantes da rotina das comunidades. Embora o reaproveitamento do calor não elimine o elevado consumo de eletricidade e água dessas instalações, o projeto aponta uma possibilidade para reduzir parte do desperdício energético. Em diferentes países, o calor de servidores já é estudado para aquecer casas, escritórios, piscinas, estufas agrícolas e redes públicas de calefação. Com a expansão da inteligência artificial e da computação em nuvem, cresce também a busca por maneiras de integrar os data centers às cidades e compensar os impactos causados por essas estruturas. No caso do Pink Thermal Baths, o resultado seria uma experiência incomum: relaxar em uma piscina aquecida pelo processamento de dados. Projeto de piscina aquecida do "Pink Thermal Baths" FORMA Mais Lidas

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