Mercopar reúne indústrias do RS para debater competitividade

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

DaColônia, Randoncorp e Cavaletti apresentaram, no painel “Gigantes da Indústria” da Mercopar, estratégias relacionadas à formação de talentos, inteligência artificial, sustentabilidade e relacionamento com fornecedores. O encontro ocorreu no Palco Conhecimento, em Caxias do Sul (RS), com mediação de Juliana Ferreira Borges, coordenadora da Carteira de Indústria do Sebrae.

A Mercopar é realizada pelo Sebrae RS e pelo Sistema FIERGS no Centro de Feiras e Eventos Festa da Uva. Durante o painel, Juliana afirmou que, embora o foco do Sebrae sejam os pequenos negócios, a atuação junto a grandes empresas pode contribuir para desenvolver cadeias de valor e ampliar a competitividade dos fornecedores.

Ela citou a Jornada de Inovação da Indústria, conduzida no ano anterior pelo Sebrae e pelo Sistema Indústria, que apontou transição ecológica, resiliência e transformação digital entre os desafios do setor. Segundo a coordenadora, as pessoas são um diferencial para enfrentar essas mudanças.

Talentos e fornecedores Willian Freitas, diretor da DaColônia e vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação e Bebidas do RS, relatou que a empresa, fundada em 1962 em Santo Antônio da Patrulha a partir da produção de rapadura, tem cerca de 900 colaboradores.

Ele destacou autonomia, incentivo à formação, escuta dos funcionários e valorização de profissionais internos como medidas para preparar lideranças e reter talentos. Freitas também afirmou que a maior parte do melado utilizado pela companhia vem de pequenos produtores rurais de Santo Antônio da Patrulha, alguns deles fornecedores há gerações.

A empresa mantém parceria com o Sebrae para apoiar a certificação e a qualidade desses produtores. No caso do amendoim, a compra é feita principalmente de fornecedores estruturados de São Paulo.

Ricardo Escoboza, vice-presidente executivo para a América do Sul e COO da vertical de Autopeças da Randoncorp, informou que o grupo fatura cerca de R$ 13 bilhões e tem aproximadamente 17 mil funcionários no mundo. Segundo ele, a companhia surgiu há 77 anos em Caxias do Sul ao oferecer uma solução para freios de caminhões em descidas de serra.

Escoboza disse que, há dez anos, cerca de metade do faturamento do grupo vinha de semirreboques, participação que hoje é de 23%, enquanto as autopeças respondem por 65%. Ele ressaltou que demandas de montadoras por segurança da informação, qualidade e uso de inteligência artificial precisam alcançar toda a cadeia de fornecedores.

Na área ambiental, Escoboza afirmou que mais de 80% das emissões estão no escopo 3, associado à cadeia de fornecedores. Para ele, a resposta às exigências de competitividade e sustentabilidade depende da atuação integrada de todo o ecossistema industrial.

Inovação e organização da produção Mário Luiz Cavaletti, um dos fundadores da Cavaletti, relatou que a empresa de Erechim começou em 1974 como uma estofaria familiar e se transformou em fabricante de cadeiras profissionais.

A companhia tem mais de 800 colaboradores, produz entre 3,5 mil e 4 mil cadeiras por dia e conta com cerca de 1,5 mil lojas parceiras no país, segundo o empresário. Cavaletti afirmou que a empresa verticalizou a produção, mantém um laboratório de ensaios auditado pelo Inmetro e dispõe de ergonomista própria.

Também citou iniciativas como ginástica laboral e energia solar, além de relações de longo prazo com funcionários e fornecedores. Para o empresário, a liderança deve conduzir os processos de sustentabilidade e inovação.

Ele avaliou que um dos desafios da indústria é ampliar o uso da capacidade intelectual dos trabalhadores e reduzir atividades físicas repetitivas, que, segundo ele, já são residuais na empresa. Com informações da Sebrae

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