A campanha de Lorenzo Pazolini (Republicanos) ao governo do Espírito Santo apresentou nesta sexta-feira (23) uma notícia-crime às autoridades eleitorais para pedir a investigação de ligações telefônicas automatizadas que se apresentam como pesquisa eleitoral, mas veiculam mensagens contra o candidato e Flávio Bolsonaro.
Segundo os relatos e registros reunidos pela campanha, as chamadas são feitas a partir de diferentes números identificados com DDD 27. Em uma das mensagens, os dois políticos são associados à defesa do trabalho pago por hora, medida que, segundo a gravação, poderia acabar com férias e 13º salário e FGTS e reduzir salários.
Há também registro de ligação que questiona o eleitor sobre uma eventual participação do senador Magno Malta em um governo de Pazolini. A mensagem pergunta se a informação seria suficiente para alterar seu voto e solicita uma resposta pelo teclado do telefone.
A campanha sustenta que as chamadas utilizam a aparência de uma pesquisa eleitoral para disseminar conteúdo negativo e influenciar o eleitorado a dois dias da votação. O caso também levanta suspeitas de propaganda eleitoral irregular.
As regras do Tribunal Superior Eleitoral proíbem propaganda por telemarketing, independentemente do horário, e o Código Eleitoral prevê punição para a divulgação deliberada de fatos inverídicos capazes de influenciar eleitores. A equipe jurídica quer a identificação dos responsáveis pelas chamadas, a apuração de eventuais contratantes e financiadores e medidas para interromper a circulação das mensagens.
“Nunca defendi tirar um direito sequer de quem trabalha. Vamos até o fim para descobrir quem está por trás dessas ligações e quem está pagando por elas, porque o eleitor tem o direito de decidir o voto com informação verdadeira”, afirmou Pazolini.
Até o momento, os registros apresentados não permitem determinar a autoria, o número de destinatários nem quem financiou as ligações.
Diario do poder