Mercado aumenta em R$ 777 milhões estimativa para déficit primário em 2026, mostra Prisma Fiscal

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Fonte da notícia: Valor Valor

O mercado aumentou em R$ 777 milhões a sua estimativa para o déficit primário do governo federal deste ano, mas diminuiu a projeção do ano que vem. É o que mostra o Prisma Fiscal de outubro, divulgado hoje pelo Ministério da Fazenda e baseado em estimativas de instituições financeiras, consultorias e gestoras de recursos. Os números foram coletados até o 5º dia útil do mês. A estimativa, sempre mediana, para o déficit primário de 2026 passou de R$ 52,271 bilhões para R$ 53,048 bilhões na comparação mensal. A meta de resultado primário é de um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, com intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima e para baixo. A meta para o ano é um superávit de R$ 34,3 bilhões, mas há uma margem de tolerância que admite déficit zero no ano. Já a estimativa de instituições financeiras, consultorias e gestoras de recursos para o déficit primário do ano que vem fez caminho oposto e variou de R$ 45,350 bilhões para R$ 44 bilhões. No caso da dívida bruta do governo geral (DBGG), principal indicador do estoque de endividamento público, a projeção do mercado passou de 83,2% para 83,4% no fim deste ano. O número é medido em relação ao PIB. Para 2027, a estimativa seguiu em 87% do PIB. Por sua vez, a expectativa para a arrecadação federal de 2026 variou de R$ 3,202 trilhões para R$ 3,210 trilhões. No caso das receitas líquidas, passou de R$ 2,581 trilhões para R$ 2,580 trilhões. Já a projeção para as despesas totais do governo federal permaneceu em R$ 2,625 trilhões. Para 2027, as projeções para essas variáveis ficaram respectivamente em: R$ 3,395 trilhões (contra R$ 3,386 trilhões calculados anteriormente); R$ 2,750 trilhões (R$ 2,750 trilhões); R$ 2,792 trilhões (R$ 2,791 trilhões).

Dobromir Hristov/Pexels

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