Médico do ES desenvolve técnica que reduz em quase 70% o retorno de fibrilação atrial

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Fonte da notícia: Es Hoje Es Hoje

Uma pesquisa conduzida pelo eletrofisiologista Fabricio Vassallo, do Hospital Santa Rita, aponta que uma abordagem de ablação pode reduzir em quase 70% a recorrência da fibrilação atrial no primeiro ano após o procedimento. O estudo avaliou 81 pacientes tratados entre 2023 e 2025, com acompanhamento médio de 16 meses. Segundo as informações divulgadas pelo hospital, a técnica consiste em direcionar a ablação a uma região específica do átrio, uma das câmaras superiores do coração. O objetivo é diminuir o retorno da arritmia após o tratamento. O material divulgado, porém, não detalha qual região foi tratada, como os pacientes foram divididos para comparação nem os índices absolutos de recorrência. Essas informações são necessárias para dimensionar o resultado e avaliar a aplicação da abordagem em outros pacientes. A pesquisa foi selecionada entre os quatro trabalhos de destaque do Congresso da Sociedade Latino-Americana de Ritmo Cardíaco (LAHRS 2026). A apresentação está prevista para 20 de novembro, na Cidade do México, em uma sessão especial do evento, realizado em parceria com a Sociedade Mexicana de Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca. Para Vassallo, que também é doutor em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo (USP), os resultados indicam a possibilidade de reduzir a necessidade de novos procedimentos. “O reconhecimento internacional destaca o impacto das contribuições brasileiras para o avanço do tratamento de arritmias cardíacas na América Latina”, afirmou. Entenda a condição A fibrilação atrial é caracterizada pela desorganização dos estímulos elétricos que controlam os batimentos dos átrios. Conforme explica o médico, a condição prejudica o bombeamento do sangue e pode provocar palpitações, falta de ar, fadiga e tonturas. “Por favorecer a estagnação do sangue e a formação de coágulos no interior do coração, a fibrilação atrial eleva em várias vezes o risco de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), além de poder evoluir para quadros de insuficiência cardíaca”, explicou. A ablação por cateter é utilizada para tratar a arritmia por meio da cauterização ou do isolamento das áreas envolvidas nos estímulos elétricos anormais. Mesmo após o procedimento, parte dos pacientes apresenta novos episódios, problema que a abordagem estudada busca reduzir.

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