Média de idade de candidatos bate recorde e encosta nos 50 anos; Rio é estado com políticos mais velhos - QTU Questões do Universo

Média de idade de candidatos bate recorde e encosta nos 50 anos; Rio é estado com políticos mais velhos

Fonte: Bandeira da fonte

A média de idade dos candidatos que disputam as eleições de 2026 aumentou, segundo dados consolidados a partir da base do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Se em 2002 a média de idade de quem pedia o voto do eleitor brasileiro era de 45,7 anos, este ano ela saltou para a marca inédita de 49,2 anos.

A análise da série histórica revela uma tendência de aumento da idade.
A cada ciclo eleitoral, o candidato médio brasileiro ficou um pouco mais velho.
A curva ascendente foi de 46,5 anos, em 2006, para 47,5, em 2018, até chegar próximo dos 50 anos, no pleito atual.
A geografia do envelhecimento político tem suas peculiaridades, mas respeita a tendência nacional.
O Sudeste, historicamente a região com os candidatos mais velhos, segue na liderança isolada e está a um passo de romper a barreira das cinco décadas: a média na região em 2026 bateu 49,9 anos (em 2002, era de 46,9).

No outro extremo, a Região Norte, apesar de ainda abrigar os candidatos mais jovens do país (48,3 anos), foi a que registrou o maior salto ao longo das últimas duas décadas, deixando para trás os 43,4 anos registrados em 2002.
A lupa sobre os estados confirma o peso do Sudeste no cálculo geral.
O Rio de Janeiro é o estado com os políticos mais velhos nestas eleições, com uma média de 50,8 anos, seguido de perto por São Paulo (49,9).
O estado com a menor média do Brasil hoje é o Rio Grande do Norte, com 47,6 anos, muito longe das média na casa dos 42 anos que estados como Amapá e Acre registravam no início do século.
Senado abriga os mais velhos
A pirâmide etária eleitoral do Brasil também mostra que a experiência é diretamente proporcional ao peso do cargo disputado.
O Senado mantém a tradição de abrigar os postulantes mais velhos do Legislativo, com uma média atual de 55,5 anos, frente aos 51,1 anos de 2002.
No Executivo, os dados mostram trajetórias diferentes.
O cargo de governador tem hoje uma média de 50,6 anos, um leve aumento em relação a 2002 (48,8), mas inferior ao pico (52,6) registrado em 2010.

Já a corrida presidencial reflete o cenário polarizado e com figuras conhecidas do eleitorado: os candidatos a presidente em 2026 têm média de 57,4 anos.
Em 2002, era de 48,8 anos.
O pico foi de 62,2 anos em 2010.
Em 2022, a média foi de 60,5 anos.
O cargo com a maior média etária no atual ciclo é o de vice-presidente, batendo 58 anos.
Missão é exceção à regra
Se o quadro geral é de envelhecimento, o cenário partidário apresenta contrastes profundos.
No topo da lista das legendas com as candidaturas mais velhas, figuram partidos de cores ideológicas distintas.
O PSTU lidera o ranking do envelhecimento, com média de 53 anos entre seus 126 candidatos.

A lista dos "mais velhos" segue com Democracia Cristã (52,3 anos), Mobiliza (52,3 anos) e PT, que com seus 1.095 candidatos registra média de 51,9 anos.
Siglas tradicionais como PSDB (50,3 anos) e MDB (50,2 anos) também estão acima da média nacional.
A grande dissonância nesta eleição é o Missão, que puxa a fila da juventude.
Com 540 candidatos lançados, a legenda tem uma média de idade de apenas 35,4 anos, quase 14 anos abaixo da média nacional, uma diferença de quase 18 anos em relação ao PSTU.
O Missão é acompanhado, de longe, pela Unidade Popular (UP), que tem média de 39,2 anos.
Os dois são os únicos partidos do Brasil a apresentarem médias abaixo da casa dos 40 anos.