A Maternidade da Rocinha passou a oferecer a inserção do Implanon, um implante contraceptivo subdérmico, no pós-parto imediato, especificamente nas primeiras 48 horas após o nascimento do bebê. A medida assegura proteção contraceptiva de alta eficácia por até três anos, diretamente na internação hospitalar. O dispositivo consiste em uma pequena haste flexível de quatro centímetros de comprimento que, aplicada logo abaixo da pele na parte interna do braço não dominante, atua liberando continuamente o hormônio etonogestrel, uma progestina sintética. Essa tecnologia funciona de forma tripla no organismo feminino, inibindo a ovulação, espessando o muco cervical para dificultar a passagem dos espermatozoides e alterando o endométrio para reduzir as chances de implantação do óvulo, o que previne gestações muito próximas imediatamente após o nascimento e evita riscos decorrentes do retorno da fertilidade antes mesmo da primeira menstruação pós-parto. Além disso, a aplicação durante a internação hospitalar resolve um dos maiores desafios do pós-parto, que é a dificuldade de retorno às consultas médicas nas primeiras semanas devido à intensa rotina de cuidados com o recém-nascido. As mães atendidas na unidade, administrada pela RioSaúde, agora conseguem retornar para casa com a tranquilidade do método já ativo. "A oferta do método no pós-parto imediato representa uma transformação na assistência à saúde da mulher em nossa comunidade. Conseguimos garantir que essa mãe saia da maternidade já protegida, com acesso oportuno ao seu método contraceptivo, sem a necessidade de buscar posteriormente esse atendimento na rede de saúde, especialmente durante as primeiras semanas do puerpério. É uma forma de ampliar as possibilidades de planejamento reprodutivo, sempre respeitando a autonomia e a escolha de cada mulher", destaca a diretora da unidade, Amanda Barreiros. A segurança para o bebê e a preservação do aleitamento materno também sustentam a escolha pelo método. Por conter apenas progestina em sua composição, diferentemente dos anticoncepcionais combinados com estrogênio, o Implanon não interfere na produção do leite materno. Estudos científicos comprovam que a quantidade mínima de hormônio transferida pelo leite é totalmente segura, sem impactos no desenvolvimento físico ou neurológico da criança, permitindo a manutenção da amamentação exclusiva. Outro diferencial expressivo do método é a sua reversibilidade rápida e total. A haste pode ser removida por um profissional a qualquer momento durante o período de três anos, e a fertilidade da mulher costuma ser restabelecida em até 30 dias após a retirada, oferecendo controle e flexibilidade para escolhas futuras da paciente. Jovem de 20 anos é a primeira a receber Implanon na unidade Aos 20 anos, Scarlet Vitória Viegas viveu um marco duplo em junho de 2026: além de dar à luz sua primeira filha, ela se tornou a primeira paciente a colocar o Implanon na unidade. Foi apenas algumas horas após o parto que Scarlet descobriu a oportunidade de sair do hospital já protegida com o implante subdérmico. Ela conheceu a opção na própria maternidade e tomou a decisão de forma imediata. "Eu estudei um pouco sobre ele ainda no leito e descobri que atualmente é o método contraceptivo mais eficaz. A equipe me orientou muito bem e fui completamente informada, por isso não pensei duas vezes", afirma. Scarlet reforça a importância do acesso à informação: "Para outras gestantes e mães que ainda têm dúvidas, diria para pesquisarem e conversarem com um profissional de saúde. No meu caso, foi excelente poder sair da maternidade já com esse cuidado garantido".
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Maternidade da Rocinha adota contraceptivo Implanon no pós-parto imediato
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