Mark Zuckerberg e mais: compare elenco de 'Outro lado das redes' com figuras da vida real

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Dezesseis anos após o lançamento de “A rede social”, sobre a criação do Facebook por Mark Zuckerberg, Aaron Sorkin volta aos cinemas como diretor e roteirista de “Outro lado das redes”. O novo filme aborda as denúncias que expuseram os efeitos nocivos das plataformas da empresa (rebatizada de Meta) e a levaram a enfrentar uma onda de críticas e pressão pública.

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O filme gira em torno da ex-engenheira do Facebook Frances Haugen (interpretada por Mikey Madison), responsável por vazar os documentos, e o jornalista Jeff Horwitz (vivido por Jeremy Allen White), autor das reportagens. A investigação revelou, entre outros pontos, que o Instagram poderia agravar problemas de autoimagem entre meninas e que o Facebook enfrentava dificuldades com a desinformação sobre vacinas maiores do que admitia publicamente. As denúncias também alimentaram acusações de que a empresa priorizava o lucro em detrimento da segurança dos usuários. O caso levou Haugen a depor no Congresso americano e ampliou a pressão por investigações sobre os efeitos do Facebook e do Instagram na saúde mental de adolescentes, além de outras questões envolvendo as operações da companhia. Em agosto de 2026, a Meta aceitou um acordo de US$ 18 bilhões para encerrar um processo relacionado a acusações de que suas plataformas foram projetadas para estimular o uso compulsivo entre crianças e adolescentes. Entre as mudanças previstas estariam o fim da rolagem infinita e limites diários de duas horas de uso para o Instagram e o Facebook. Sorkin trabalhou no roteiro de “A rede social”, que foi dirigido por David Fincher (“Clube da luta”, “Garota exemplar”). Na continuação, ele assina a direção. Conheça os personagens reais de 'Outro lado das redes' Jeremy Strong como Mark Zuckerberg Jeremy Strong interpreta Mark Zuckerberg em "Outro lado das redes" Divulgação/Kyle Grillot/Bloomberg O ator Jeremy Strong ("Succession") dá vida ao inventor do Facebook e CEO da Meta, Mark Zuckerberg. O ator já afirmou que sua interpretação será muito diferente da performance que rendeu a Jesse Eisenberg uma indicação ao Oscar em "A rede social". Strong interpreta um Zuckerberg mais maduro, décadas depois dos acontecimentos do primeiro filme. Ele também revelou que trocou e-mails com o magnata da tecnologia, afirmando que encarou o papel com "respeito".

Mikey Madison como Frances Haugen Mikey Madison interpreta Frances Haugen em 'Outro lado das redes' Monica Schipper/AFP/Hermes de Paula Vencedora do Oscar de melhor atriz em 2025 por "Anora", Mikey Madison interpreta Frances Haugen, cientista de dados e ex-gerente de produto do Facebook, onde trabalhou na equipe responsável por combater a desinformação cívica. Em 2021, vazou uma série de documentos internos para jornalistas e autoridades. Em depoimento ao Senado americano, Haugen afirmou que o algoritmo da plataforma privilegiava publicações polarizadoras e extremistas. Ela também defendeu a regulamentação das redes sociais e uma fiscalização mais rigorosa das empresas de tecnologia. Ela revelou publicamente sua identidade em outubro de 2021, durante uma entrevista ao programa "60 Minutes". Na ocasião, afirmou que o Facebook havia se transformado em uma empresa que contribuía para dividir sociedades e estimular a violência étnica em diferentes partes do mundo. Jeremy Allen White como Jeff Horwitz Jeremy Allen White interpreta Jeff Horwitz em 'Outro lado das redes' Ryan Pfluger/Wikimedia Commons O jornalista Jeff Horwitz será vivido por Jeremy Allen White ("O urso"). Hoje repórter da agência internacional Reuters, Horwitz trabalhou como jornalista especializado em tecnologia no The Wall Street Journal, em São Francisco. Foi lá que ele produziu uma série de reportagens que ficou conhecida como "os documentos Facebook", publicada em 2021, a partir dos documentos vazados por Haugen.

Horwitz recebeu prêmios jornalísticos pela investigação e, posteriormente, escreveu o livro "Broken Code: inside Facebook and the fight to expose its toxic secrets" ("código quebrado: por dentro do Facebook e a luta para revelar seus segredos tóxicos", em tradução livre; ainda sem versão brasileira), sobre o processo de apuração e as tentativas de expor os problemas internos da empresa. A obra serviu de base para o filme “Outro lado das redes”. Bill Burr como Charlie, personagem inspirado no investidor do Facebook Roger McNamee Bill Burr interpreta personagem inspirado no investidor do Facebook Roger McNamee no filme "Outro lado das redes" Divulgação/Wikimedia Commons Em entrevista à revista Vanity Fair, o diretor Aaron Sorkin que o personagem interpretado por Bill Burr em “Outro lado das redes” foi inspirado em Roger McNamee, investidor de capital de risco e um dos primeiros investidores do Facebook. Por questões jurídicas, porém, o roteirista e diretor não pôde usar o nome real do empresário no filme. McNamee foi próximo de Mark Zuckerberg e atuou como uma espécie de conselheiro do empresário até os dois romperem por divergências sobre os rumos da companhia. Em 2019, ele publicou o livro "Zucked: waking up to the Facebook catastrophe" ("'Zucked': acordando para a catástrofe Facebook", em tradução livre), no qual critica duramente Zuckerberg e os impactos da rede social. A obra aparece nos créditos do filme como um dos materiais de pesquisa utilizados na produção, ao lado das memórias de Frances Haugen e do livro Broken Code, de Jeff Horwitz. Segundo Sorkin, ele conversou bastante com os três durante a elaboração do roteiro.

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