Mark Wahlberg diz que aceitaria continuar em filmes após a sua morte com versão digital feita por IA

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Mark Wahlberg durante o evento TechCrunch Disrupt em San Francisco, na Califórmia David Paul Morris/Getty Images

Se Hollywood está dividida sobre o uso da inteligência artificial na produção de filmes, o ator e diretor Mark Wahlberg parece que já escolheu seu lado. Ele acredita que a tecnologia tem espaço na indústria, desde que seja usada da maneira correta.

Durante o evento TechCrunch Disrupt, Wahlberg compartilhou sua visão sobre o papel da IA no cinema e explicou o motivo pelo qual aceitaria que uma versão digital sua desse continuidade a seu legado. IA para apromorar filmes

O ator disse que planeja, possivelmente, usar a inteligênMark Wahlberg diz que a inteligência artificial pode ajudar a aprimorar filmes e afirma que aceitaria ter sua imagem reproduzida digitalmente em produções futurascia artificial para aprimorar alguns aspectos da cinebiografia de Pete Rose, na qual interpretará o personagem que dá nome à obra.

“É um filme relativamente caro, mas estamos falando sobre usar [a IA] para aprimorar o cenário do estádio, coisas desse tipo”, disse Wahlberg, segundo o TechCrunch. “Não acho que você deva simplesmente colocar uma ideia no ChatGPT, receber um roteiro e depois fazer um filme com ele, sem usar atores de verdade.

Mas, se você puder usar a tecnologia para aprimorar o que está fazendo, sou totalmente a favor.” Para ele, a narrativa deve continuar no centro da produção cinematográfica.

“Já fiz filmes com grandes efeitos especiais”, disse Wahlberg. “Acho que estava naquele momento ideal em que o primeiro Jurassic Park foi feito ou quando Mar em Fúria foi lançado, com aquela onda de 30 metros que aparecia no trailer.

Foram momentos de vanguarda no uso de imagens geradas por computador. Hoje, acho difícil fazer algo assim.

Por isso, não sou tão entusiasmado com filmes movidos a efeitos especiais em si, em comparação com histórias bem contadas.” Versão digital para continuar seu legado

Questionado se já havia visitado o CAA Vault, instalação da agência Creative Artists Agency que permite aos atores usar tecnologias de escaneamento para registrar seus corpos, rostos, movimentos e vozes e criar réplicas com inteligência artificial, Wahlberg disse que ainda não conhecia o local, mas estaria aberto à ideia.

“Eu teria interesse porque acho que, no futuro, se as coisas caminharem nessa direção, seria legal que meus filhos ou netos pudessem controlar minha imagem e minha representação digital e, com sorte, me colocar em alguns bons filmes”, disse Wahlberg. Ele afirmou ainda que não se oporia à possibilidade de sua série animada Ted, que está por vir, continuar por décadas com uma versão de sua imagem criada por inteligência artificial.

“Acho legal pensar que, se eu não puder mais fazer isso ou não existir mais, a série possa continuar, caso as pessoas queiram assisti-la. Acho que seria interessante ver como as coisas vão evoluir”, disse Wahlberg.

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