Candidato do PL diz que Casa deve reagir a pressões sobre parlamentares e promete defender inviolabilidade dos mandatos O senador Rogério Marinho (PL-RN) prometeu nesta quarta-feira, 4, destravar a votação de um projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 caso seja eleito presidente do Senado.
No lançamento de sua candidatura ao comando da Casa, ele afirmou que a Presidência do Congresso permitirá colocar a proposta em votação e criticou o que chamou de pressões e constrangimentos sobre parlamentares. “O Senado da República vai fazer valer a Constituição, que foi aviltada.
Quando se trata de inviolabilidade de mandato parlamentar, não é um tema qualquer, não é uma questão menor. É se defender o parlamentar de perseguição, de pressão, de chantagem.
É permitir que ele possa exercer o seu mandato com altivez, que ele possa falar o que sente e vocalizar o sentimento do seu eleitor”, declarou Marinho. “Porque numa democracia representativa, quando vemos parlamentares amedrontados, com receio de falar o que sentem, nós não estamos numa democracia plena, nós estamos numa democracia relativa e nós vamos, com a nossa força, com o nosso voto e com a influência do Senado da República, trabalharmos pra restabelecermos plenamente a democracia no nosso país”.
Segundo Marinho, se for eleito presidente do Senado, vai respeitar a proporcionalidade na Casa. “Vamos respeitar a democracia, vamos respeitar a dissidência, porque ao contrário do que eles dizem, nós somos democratas.
Nós respeitamos aqueles que pensam diferente de nós. Nós queremos o diálogo.
Nós queremos o debate. Nós não desumanizamos os nossos adversários.
Nós não os desqualificamos. Nós não dizemos a eles que eles são caricaturas”.
Ainda conforme o atual líder da oposição, o Brasil precisa ser pacificado e o gesto nesse sentido será dos oposicionistas. “A investidura da Presidência do Congresso Nacional vai nos dar a posição de destravar a pauta.
E nós vamos permitir que o projeto da anistia daqueles que foram vitimados pela prisão de oito de janeiro seja apreciado pelos nossos pares. E que a vontade soberana do povo, representado pela democracia representativa de senadores e deputados, seja exercida livremente, sem coação de outros Poderes, sem chantagem, sem extorsão, sem que ninguém pegue na mão de ninguém“.
Marinho é senador pelo Rio Grande do Norte desde 1º de fevereiro de 2023. Foi ministro do Desenvolvimento Regional e secretário especial de Previdência e Trabalho do Brasil, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ele vai disputar a presidência do Senado, em 1º de fevereiro de 2027, com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
O Antogonista