247 – O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta quarta-feira (28) que um problema na confecção da carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode explicar a mudança na forma como o candidato derrotado à Presidência se apresentou no documento. A primeira versão, que circulou entre aliados, trazia a expressão “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, posteriormente substituída por “líder do Brasil” no texto publicado pelo próprio Flávio na rede social X.
Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio, minimizou a divergência entre as versões e afirmou que o documento divulgado no perfil do senador deve ser considerado oficial. Segundo o UOL, o parlamentar também rejeitou a possibilidade de o PL sustentar acusações de fraude eleitoral, reconhecendo a inexistência de provas que fundamentem essa alegação.
“Eu acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta. O fato é que o que está lá no seu Twitter, que é a sua manifestação oficial, ele se autonomina como líder, e é um fato, ele é um líder no Brasil”, afirmou Marinho.
O senador também ressaltou que a legenda não dispõe de elementos para questionar a legitimidade da eleição presidencial, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou a reeleição. “Não, o PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, declarou.
A manifestação de Marinho ocorre depois que Flávio, já nos Estados Unidos, divulgou uma carta contestando o resultado da disputa presidencial e apresentando sua posição política após a derrota no segundo turno. Marinho defende liderança de Flávio na direita
Apesar de reconhecer a ausência de provas de fraude, Marinho procurou preservar o protagonismo político de Flávio Bolsonaro. O senador argumentou que o desempenho eleitoral do correligionário e sua atuação na campanha o colocam em posição de destaque entre as lideranças conservadoras.
Para Marinho, Flávio, “pelo número de votos que teve” e “pelo papel que desempenhou nas últimas eleições”, “é hoje a maior expressão da direita no Brasil”. O parlamentar também classificou a carta como uma manifestação de inconformismo com a derrota eleitoral.
Ele destacou que Flávio deixou o país acompanhado de familiares e associou a publicação à reação do ex-candidato ao resultado das urnas. “Flávio está nos Estados Unidos, exilado, levou toda a sua família”, afirmou Marinho.
Segundo ele, o correligionário “certamente está fazendo um desabafo em função dos resultados que foram colocados no segundo turno”. Carta prevê organização da oposição a partir do exterior
Na versão publicada no X, Flávio Bolsonaro abandonou a autodeclaração de “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e passou a se apresentar como “líder do Brasil”. O documento também indica que o senador pretende atuar politicamente fora do território brasileiro.
Flávio afirma que, “desde o exterior”, vai “organizar a oposição” ao governo Lula. A carta ainda apresenta Rogério Marinho como o candidato escolhido por Flávio para disputar a presidência do Senado.
A indicação ocorre em um momento de reorganização das forças políticas após a eleição presidencial e coloca o parlamentar potiguar entre os nomes defendidos pelo grupo bolsonarista para o comando da Casa.
Brasil 247