Marçal, Malafaia e aliados criticam Zanin por prorrogar votação do 2º turno

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Fonte da notícia: Metropoles Metropoles

Políticos e lideranças bolsonaristas usaram as redes sociais neste domingo (25/10) para criticar a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de adiar de 17h para 19h o encerramento das votações do segundo turno. A decisão atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), feito à Justiça Eleitoral após relatos de problemas com transporte de eleitores em ao menos 10 estados.

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) também havia solicitado a prorrogação em municípios de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O empresário Pablo Marçal (PRTB-SP) afirmou que a medida poderia gerar questionamentos sobre o processo eleitoral e contestou a justificativa apresentada pela chapa de Lula para solicitar a ampliação do horário de votação.

“Para mim é uma vergonha, é um absurdo. A decisão chega às 17 horas e 4 minutos, sem notificação para o Tribunal Superior Eleitoral, para nenhum TRE de nenhum estado.

As urnas já estavam fechadas e não tem como abrir urna novamente. Isso é um absurdo, querendo criar um caos.

O PT trouxe essa narrativa absurda, querendo contemplar alguma fábula para provar que perderam no voto”, disse. O pastor Silas Malafaia também se posicionou contra a medida.

Em vídeo publicado no X, ele questionou a existência de filas em zonas eleitorais do Nordeste e afirmou que a prorrogação seria uma manobra do atual governo. “Os caras querem ganhar de todo o jeito, influenciar o povo brasileiro.

Não caiam nesse jogo sujo. Isso é um jogo sujo”, declarou o pastor.

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão do candidato Flávio Bolsonaro, também se manifestou nas redes sociais. Ao compartilhar um vídeo que questionava a atuação de Zanin no STF, escreveu: “Caos jurídico começou”.

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) também criticou a decisão e acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de interferir nas atribuições da Justiça Eleitoral. Segundo ele, a medida tumultuaria o processo eleitoral e representaria uma tentativa de reverter um resultado que considerava definido.

“É um absurdo que o STF, sem ter nenhum respeito à autoridade do TSE, possa dar uma decisão como essa, bagunçando, tumultuando totalmente o processo eleitoral”, declarou. O ministro Zanin, do STF, atendeu a ação da campanha do presidente Lula e, com isso, os eleitores ganharam mais duas horas para exercer o direito do voto.

A decisão, entretanto, valeu apenas para os locais onde urnas ainda estavam abertas. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, concordou com a decisão de Cristiano Zanin.

Em ofício circular, Kassio Nunes orientou os tribunais regionais (TREs) que “as seções eleitorais que ainda estiverem abertas permaneçam em funcionamento até as 19h (horário de Brasília), em estrito cumprimento à determinação judicial”.

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