O advogado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Martin De Luca, criticou neste domingo (25) a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação no Brasil até as 19h. Em publicação nas redes sociais, De Luca questionou a justificativa para a medida e a atuação do magistrado, que foi advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No post, De Luca afirma erroneamente que o governo federal exerce controle sobre o transporte público no país. “Lula solicitou ao TSE que a votação fosse prorrogada por mais duas horas em todo o país, alegando ‘problemas de transporte’.
Quem controla o sistema de transporte? Certamente o governo Lula tem muito mais controle sobre ele do que um senador que concorre à Presidência”, escreveu. No Brasil, a gestão do transporte público urbano é de responsabilidade principalmente de Estados e municípios.
O advogado também omitiu o fato de que o candidato Flávio Bolsonaro, adversário de Lula no segundo turno, havia solicitado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a prorrogação do horário de votação. De Luca questionou ainda por que a decisão foi tomada pelo STF, e não pela Justiça Eleitoral, e destacou a relação profissional anterior entre Zanin e Lula.
“O STF tem 11 juízes. O que Zanin fazia antes de se tornar juiz do STF? Ah, sim, ele era advogado de defesa criminal de Lula em seus processos por corrupção”, afirmou.
Em outra publicação no X, De Luca repercutiu imagens divulgadas pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis, que mostram pessoas colocando adesivos do PT, partido de Lula, em ônibus do transporte público antes do início da votação. Segundo o prefeito, a retirada do material de campanha atrasou a saída dos veículos das garagens, mas a prefeitura determinou que os ônibus fossem liberados mesmo com os adesivos, para evitar novos transtornos aos eleitores.
O advogado afirmou que o episódio merece investigação e questionou quem teria organizado a colocação dos adesivos e autorizado os atrasos. “Quem organizou a colocação dos adesivos? Quem autorizou os atrasos? A que horas os ônibus realmente saíram das garagens? O que mostram os registros de GPS e de despacho dos veículos?”, escreveu.
“As imagens, por si só, não são capazes de responder a todas essas perguntas, mas acusações também não podem substituir uma investigação. O mundo está observando”, acrescentou.
Valor