Mapa do crime em São Paulo: a rua onde você vive é segura? Descubra na ferramenta do GLOBO
Quais são as ruas mais perigosas de São Paulo? Qual é a marca de celular mais visada pelos criminosos na sua vizinhança? E os modelos de carros mais roubados no trajeto de casa até seu trabalho? Para ajudar a responder a essas perguntas e entender a dinâmica da violência na maior cidade do país, O GLOBO lança hoje o Mapa do Crime de São Paulo. Disponível no site do jornal, com acesso pelo computador, celular ou tablet, a ferramenta permite navegar por uma compilação inédita de dados de roubos na capital, com filtros sobre tipos, marcas e cores dos bens subtraídos.
Para navegar no mapa, busque o endereço da sua casa, do trabalho ou de qualquer outro ponto da cidade e escolha um dos quatro tipos de crime disponíveis: roubo de celular, de carro, de moto e de rua — esse último inclui casos de carteiras, colares, alianças e relógios levados de pedestres.
Cada ponto corresponde a uma ocorrência e, ao ser clicado, uma nova aba mostra detalhes do crime (como data, hora e quais foram os bens roubados) e dados sobre a rua: o total de casos registrados naquele logradouro em 2025, a série histórica de crimes nos últimos três anos, as marcas e tipos de bens mais roubados ali, uma comparação com outras ruas da cidade e um mapa de calor com os horários e dias com as maiores incidências de roubos.
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Também há filtros que permitem refinar as buscas de ocorrências por tipo, marca e até cor do bem roubado. É possível descobrir, por exemplo, quantos HB20 brancos foram roubados em determinada via ou se são levados mais celulares da Apple ou da Samsung nas redondezas da sua casa. No menu, também existe a alternativa de navegar por um ranking de ruas.
Mapa do crime de SP
Editoria de arte/ O GLOBO
O Mapa do Crime de São Paulo foi produzido a partir de microdados de 330 mil boletins de ocorrência sobre roubos na capital paulista disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado. Ao contrário do Rio, que nega acesso a coordenadas ou nomes das ruas das ocorrências, em São Paulo, essas informações são públicas.
A base de dados que alimenta o mapa é resultado do cruzamento de quatro planilhas disponíveis no site do governo: a de dados criminais (que engloba informações básicas dessas ocorrências, como o tipo e o local do crime) e as de celulares, veículos e objetos subtraídos (com o detalhamento das características de quase 700 mil bens levados).
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O levantamento engloba apenas ocorrências de roubos (casos que envolvem violência ou ameaças feitas pelos criminosos) que ocorreram entre 2023 e 2025 na cidade de São Paulo. Diferentemente do governo paulista, que divulga os registros pela data de comunicação do crime à polícia, O GLOBO usou a data do fato. Assim, um roubo que aconteceu em 31 de dezembro de 2024 e só foi registrado no dia seguinte será contabilizado, na ferramenta, em 2024.
A localização das ocorrências no mapa segue as coordenadas fornecidas pela SSP. Caso os campos de latitude e longitude estivessem em branco, o endereço (logradouro e número) foi usado. Erros de grafia ou inconsistências no preenchimento de endereços, marcas e tipos dos itens levados foram detectados e corrigidos pela equipe com auxílio de inteligência artificial.
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As ocorrências foram classificadas como "roubo de carro" ou "roubo de moto" caso um desses veículos tenha sido levado, mesmo se no interior do carro houvesse celulares ou outros bens. Já "roubo de celular" designa casos ocorridos em via pública em que pelo menos um aparelho foi levado, ainda que outros bens também fossem subtraídos. Os demais casos de roubos em via pública — que envolvem bens como documentos, dinheiro, joias e relógios — foram denominados "roubos de rua".
