Manicure é acusada de contaminar cliente com herpes pela segunda vez

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Fonte da notícia: D24am D24am

EUA – Uma cliente entrou com uma ação judicial contra o salão PDX Nails, em Portland, Oregon, nos Estados Unidos, alegando ter contraído herpes após um procedimento de aplicação de unhas acrílicas. (Foto: Niek Verlaan/Pixabay)

O estabelecimento já havia sido alvo de um processo semelhante envolvendo outra cliente dois anos antes. De acordo com a ação protocolada no Tribunal do Condado de Multnomah, a mulher, de 31 anos, procurou o salão em agosto de 2025 para um atendimento sem agendamento prévio.

Durante o procedimento, foram utilizadas uma broca elétrica e outros instrumentos de manicure, além de uma massagem nas mãos com loção ou óleo. A cliente começou a sentir uma sensação incomum de ardência e queimação na mão direita e no dedo mínimo no dia seguinte ao atendimento.

Pouco depois, surgiu uma bolha com líquido e coceira na região afetada e, onze dias após o procedimento, ela procurou atendimento médico. Depois de coletar amostras, os médicos constataram que a infecção provavelmente havia sido causada pelo vírus Herpes Simplex Vírus tipo 2 (HSV-2), e um exame posterior realizado em setembro de 2025 confirmou o diagnóstico.

Segundo a ação, a paciente foi informada de que poderá sofrer novos surtos da doença, para a qual não existe cura definitiva. A ação judicial afirma que a cliente não tinha herpes antes da visita ao salão e sustenta que uma funcionária teria realizado o atendimento sem utilizar luvas.

O processo também cita uma investigação estadual realizada em 2021, que teria identificado problemas nos protocolos de higiene do estabelecimento. Segundo os registros mencionados na ação, o salão não estaria desinfetando adequadamente ferramentas utilizadas nos procedimentos, incluindo brocas de manicure, além de apresentar falhas na limpeza de equipamentos de pedicure.

A ação pede indenização de R$ 13 milhões e foi apresentada pela advogada Amity Girt. Além do salão, o processo também cita órgãos de fiscalização estaduais, que teriam colocado consumidores em risco ao não suspender, revogar ou negar a renovação da licença do estabelecimento, mesmo após uma infecção semelhante relatada em 2023.

A mesma advogada já havia processado o PDX Nails em 2024 por um caso semelhante. Na ocasião, outra mulher alegou ter desenvolvido inflamação e infecção após uma manicure realizada no local, sendo posteriormente diagnosticada com a mesma cepa do vírus.

Os registros judiciais indicam que o processo foi encerrado em 2025, após um acordo confidencial entre as partes.

Publicação Original D24am d24am.com
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