‘Making Marie Antoinette’ estreia no Mubi e revela bastidores da obra de Sofia Coppola

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Fonte da notícia: Carta Capital Carta Capital

Documentário de Eleanor Coppola usa 80 horas de material inédito rodado em Versalhes em 2005, agora reunidas em 86 minutos O Mubi recebe Making Marie Antoinette (2026), o documentário de Eleanor Coppola que resgata 80 horas de bastidores filmadas em 2005 durante as gravações de Marie Antoinette, o terceiro longa de sua filha, Sofia Coppola.

Segundo a Time Out, o material ficou duas décadas sem uso e só agora chega ao público, em uma produção de 86 minutos que acompanha a realização do filme mais ambicioso da diretora, com um elenco e equipe creditados na casa das 250 pessoas. O longa estreou em festivais como Telluride, o Festival de Nova York e o BFI London Film Festival antes de chegar ao streaming.

Segundo o Museum of the Moving Image, a produção de 2005 foi a primeira a receber autorização para filmar no Palácio de Versalhes. O documentário acompanha a construção artesanal do longa — com atenção especial ao trabalho da figurinista Milena Canonero — e mostra o que significava para Sofia dirigir aos 34 anos sob o olhar da própria mãe.

O filme reúne imagens de arquivo inéditas e explora o método de Sofia na criação de sua visão pessoal sobre a vida breve da rainha do século XVIII, conforme o Filmlinc. O material deve atrair o público interessado em bastidores de cinema, em figurino e em processos criativos.

O ponto que a crítica destacou não é apenas o “making of”. Segundo o Variety, o projeto começou a ser montado com seriedade no início da pandemia, e Sofia concluiu o trabalho após a morte da mãe, em 2024.

Ela divide os créditos de edição com Aaron Matthews. O RogerEbert.com relatou que um dos elementos mais curiosos do filme é que, além de observar uma artista em ação, ele mostra, através de Eleanor, o despertar de outra: ela lançaria seu primeiro longa de ficção, Paris Pode Esperar (Paris Can Wait), aos 80 anos, em 2016.

O Awards Radar comentou que o documentário deixa de ser uma peça de bastidores para se tornar “uma história de amor entre uma mãe e sua filha”. Já o The Guardian avaliou que a produção funciona como um “filme de família doce”, que revela algo do “negócio da família” e mostra parte do desgaste de rodar um filme de época, mas que está longe do retrato turbulento que Eleanor fez do marido em Francis Ford Coppola – O Apocalipse de Um Cineasta (1991).

A Time Out deu 4 de 5 estrelas e descreveu o resultado como uma visão afetuosa, em primeira pessoa, do trabalho da filha. Maria Antonieta (Marie Antoinette, 2006) foi a terceira incursão de Sofia Coppola na direção de longas, depois de As Virgens Suicidas (1999) e Encontros e Desencontros (2003).

Estrelado por Kirsten Dunst como a rainha e Jason Schwartzman como Luís XVI, o filme tratou a soberana como uma adolescente contemporânea, com trilha de rock e uma atenção deliberada a sapatos, doces e superficialidades. Segundo a Filmlinc, a obra foi “polarizadora” no lançamento e hoje, 20 anos depois, é amplamente reconhecida como um marco do cinema do século 21, além de expressão depurada dos temas recorrentes da diretora: celebridade, riqueza e isolamento.

Na época, a recepção em Cannes foi ruidosa. Segundo o The New Yorker, a exibição no festival foi recebida com “uma salva de vaias”, e a CBS News registrou aplausos e assobios em medidas iguais na primeira sessão de imprensa.

A Slate comentou que o filme é “um doce que se ama ou se odeia”, enquanto o The Guardian o classificou como “uma grande decepção” após Encontros e Desencontros. O filme de Sofia Coppola que dá origem ao documentário está disponível na Sony One, um dos canais dentro do Prime Video.

Enquanto o documentário pode ser acessado no Mubi, tanto na plataforma própria quanto no canal dentro do Prime Video. *Conteúdo produzido com auxílio de IA sob a supervisão de um profissional do CartaLab.

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